Panóplia dos costumes imortais.
Já tentei mudar, já tentei ser boa pessoa e dar atenção, carinho e amor.
Parece que não dá.
A tradição pela qual me movo é um velho e enferrujado caminho-de-ferro onde circulo e vou circulando há já muito tempo.
Não sou recomendável a ninguém, por isso não queiram aproximar-se do impossível.
“…por alguma razão o fiz mas sei que em mim reside a força de lutar…”
Luto e vou continuar a lutar para não alterar a minha essência.
O meu espaço é sagrado, seja ele virtual ou o meu real metro quadrado.
Na minha bolha íntima a entrada é vedada a todos os que não sejam um dos meus eus.
E quando os hábitos parecem mudar, não mudaram, foi a vida que mudou um bocado e tudo o resto pareceu e, ou pereceu.
Familiarizado com a minha loucura sou um dos meus melhores amigos e o meu pior inimigo.
A minha esquizofrenia permite-nos chegar as várias conclusões a que já cheguei anos antes.
Porque estes hábitos não morrem e eu já sabia a ideia a que ia chegar, porque as repetições nos levam a viajar mentalmente pelo passado, futuro e presente num piscar de olhos.
A próxima conclusão a que chegar já lá cheguei, a próxima coisa que descobrir já descobri.
Um passo a frente de mim mesmo, vivo como me habituei.
Casmurro, teimoso, obstinado inflexível e caprichoso aos meus costumes e na minha dinâmica rotineira, posso ganhar e posso perder, mas já vem do antigamente este hábito e com ele e na minha loucura, aprendi a ser feliz, a minha maneira.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Fusões
Luz incandescente, essa que me cega, momentaneamente.
Fixo, conto ate três e fico cego, novamente.
Na minha cegueira encontro uma nova mente que brilha mais que a luz.
Essa mente tem os olhos semicerrados e vê os raios luminosos dispersarem do núcleo incandescente.
Atrás dessa luz há algo, uma forma metálica, que acusa as suas formas nos reflexos luminosos da tal luz.
As suas formas são simples, brutas e belas.
A luz que me cega faz-se acompanhar de um ferro torneado de forma grotesca, mas bonita.
Continuo encandeado porque o jogo de luzes e reflexos apoderou-se de mim, e os olhos que estavam semicerrados estão agora semiabertos e os reflexos luminosos espelham por toda a divisão.
Os olhos estão iguais, só a perspectiva mudou.
A luz brilhante está presa ao ferro trabalhado, que está apontado ao animal que se esconde e foge da luz que queima a cada reflexo cegante que vai ferindo os olhos.
Como quem não vê eu vou tacteando a procura de explicações, mas encontro um candeeiro aceso no qual vagabundeei ate aqui.
Cego, pela Luz, hipnotizado pelos reflexos das luz no ferro, encontrei um animal.
Um rato, que andava as voltas na toca, ás cegas e inconsciente do que o rodeava.
O Rato era na verdade uma pessoa, a Luz era o Sol e o Ferro era a sua força.
Fixo, conto ate três e fico cego, novamente.
Na minha cegueira encontro uma nova mente que brilha mais que a luz.
Essa mente tem os olhos semicerrados e vê os raios luminosos dispersarem do núcleo incandescente.
Atrás dessa luz há algo, uma forma metálica, que acusa as suas formas nos reflexos luminosos da tal luz.
As suas formas são simples, brutas e belas.
A luz que me cega faz-se acompanhar de um ferro torneado de forma grotesca, mas bonita.
Continuo encandeado porque o jogo de luzes e reflexos apoderou-se de mim, e os olhos que estavam semicerrados estão agora semiabertos e os reflexos luminosos espelham por toda a divisão.
Os olhos estão iguais, só a perspectiva mudou.
A luz brilhante está presa ao ferro trabalhado, que está apontado ao animal que se esconde e foge da luz que queima a cada reflexo cegante que vai ferindo os olhos.
Como quem não vê eu vou tacteando a procura de explicações, mas encontro um candeeiro aceso no qual vagabundeei ate aqui.
Cego, pela Luz, hipnotizado pelos reflexos das luz no ferro, encontrei um animal.
Um rato, que andava as voltas na toca, ás cegas e inconsciente do que o rodeava.
O Rato era na verdade uma pessoa, a Luz era o Sol e o Ferro era a sua força.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
O Fadista
Músico do destino, alma e paixão.
Numa complexa e bela melodia única e nacional, canta as letras da saudade, do amor, da desgraça e do criticismo social.
E volto a um texto que comecei na ressaca da visita ao berço do fado.
Volto, apenas para dizer que agora, algum tempo depois, talvez consiga dizer qualquer coisa sobre o Fadista.
O Fadista é como todos os portugueses.
É alguém que anda no meio de nós, como todos nós andamos no meio uns dos outros a fazer a nossa vida regularmente.
Talvez na esperança de um milagre que mude a rotina.
Talvez só a viver.
Mas a verdade é que nem fados nem fadistas descrevem melhor o que é ser português do que o próprio facto de ser português.
Nem é necessário ser português, basta sentir-se como tal.
Afinar a voz, desafinar ao coração e gritar a mais portuguesa de todas as palavras.
Saudade! Coisa tão nossa, tão nacional.
Tenho orgulho, em Portugal e em ser português, mas não sou, nem serei nunca extremista.
Mas o fado, o fadista e as guitarras que choram são movidos pela paixão, e cantam o destino.
O Fadista e a sua voz de bagaço, de anjo ou de demónio.
Seja qual for a sua forma de cantar ou gritar, o homem ou mulher que canta o destino tem de nome fadista e por muito que ande a volta do tema a verdade é que expressa apenas o que tem dentro de si.
O fadista, o escritor, o canalizador, o pintor, todos gritam o que sentem.
Não parem de gritar!
Numa complexa e bela melodia única e nacional, canta as letras da saudade, do amor, da desgraça e do criticismo social.
E volto a um texto que comecei na ressaca da visita ao berço do fado.
Volto, apenas para dizer que agora, algum tempo depois, talvez consiga dizer qualquer coisa sobre o Fadista.
O Fadista é como todos os portugueses.
É alguém que anda no meio de nós, como todos nós andamos no meio uns dos outros a fazer a nossa vida regularmente.
Talvez na esperança de um milagre que mude a rotina.
Talvez só a viver.
Mas a verdade é que nem fados nem fadistas descrevem melhor o que é ser português do que o próprio facto de ser português.
Nem é necessário ser português, basta sentir-se como tal.
Afinar a voz, desafinar ao coração e gritar a mais portuguesa de todas as palavras.
Saudade! Coisa tão nossa, tão nacional.
Tenho orgulho, em Portugal e em ser português, mas não sou, nem serei nunca extremista.
Mas o fado, o fadista e as guitarras que choram são movidos pela paixão, e cantam o destino.
O Fadista e a sua voz de bagaço, de anjo ou de demónio.
Seja qual for a sua forma de cantar ou gritar, o homem ou mulher que canta o destino tem de nome fadista e por muito que ande a volta do tema a verdade é que expressa apenas o que tem dentro de si.
O fadista, o escritor, o canalizador, o pintor, todos gritam o que sentem.
Não parem de gritar!
Eu e a minha Alma
Eu e uma parte de mim que não conheço, mas que sem duvida é a minha melhor parte.
Não que o resto de mim é mau. Não é, suponho.
A questão é, eu e o meu verdadeiro ser.
Eu e eu.
E depois de introduzir o devaneio de hoje, explico.
Hoje é uma daquelas noites, noites vivas.
Porque os dedos estão vivos e vão agredindo as teclas sem remorso.
Aceleram, travam, passam traços contínuos e cometem todo o tipo de infracções na lógica da escrita.
E nesta criminalidade poética. E sorrio para mim, ao usar a expressão poética.
De poesia estou seco, perdão, sou.
E continuo a infringir a lógica e fujo da autoridade gramatical.
Quase tenho vontade de comentar o acordo ortográfico…
Mas não comento e continuo, eu, a minha alma e os meus disparates.
Hoje é casa cheia na minha cabeça, é uma festa e eu estou por todo o lado.
Sou o anfitrião, o convidado, o empregado, sou todos os presentes e ainda consigo ser metade dos ausentes.
Ou seja, entre agressões as teclas e infracções á lógica da escrita, sou um fugitivo na noite viva.
Eu e a minha alma, eu e o Salvador, ou… eu o Salvador, a minha alma possuída por uma vontade de escrever e alcançar toda e qualquer alma que, tenha a santa paciência, para ler esta divagação ate ao fim.
Paro um momento e apanho a ponta do fio que traz o meu raciocínio e tento agarrar a lógica para a mal tratar.
Em nome da alma, e dos seus espelhos.
Os meus dois espelhos, estrategicamente posicionados na cara, falam por mim.
Mas nesta forma de expressão eles nada podem senão espelhar o que escrevo.
E antes que me apanhem a vaguear de tecla em tecla, recolho-me e rendo-me as evidencias.
Nem eu, nem a minha melhor parte, a alma, para quem se esqueceu da introdução, estamos a altura da festa que a minha cabeça abriga.
Eu, a minha alma, o Salvador, a festa e a minha cabeça desejamos, ou desejo ser perdoado pelos meus poéticos crimes, gargalhada…
Sem salvação.
Não que o resto de mim é mau. Não é, suponho.
A questão é, eu e o meu verdadeiro ser.
Eu e eu.
E depois de introduzir o devaneio de hoje, explico.
Hoje é uma daquelas noites, noites vivas.
Porque os dedos estão vivos e vão agredindo as teclas sem remorso.
Aceleram, travam, passam traços contínuos e cometem todo o tipo de infracções na lógica da escrita.
E nesta criminalidade poética. E sorrio para mim, ao usar a expressão poética.
De poesia estou seco, perdão, sou.
E continuo a infringir a lógica e fujo da autoridade gramatical.
Quase tenho vontade de comentar o acordo ortográfico…
Mas não comento e continuo, eu, a minha alma e os meus disparates.
Hoje é casa cheia na minha cabeça, é uma festa e eu estou por todo o lado.
Sou o anfitrião, o convidado, o empregado, sou todos os presentes e ainda consigo ser metade dos ausentes.
Ou seja, entre agressões as teclas e infracções á lógica da escrita, sou um fugitivo na noite viva.
Eu e a minha alma, eu e o Salvador, ou… eu o Salvador, a minha alma possuída por uma vontade de escrever e alcançar toda e qualquer alma que, tenha a santa paciência, para ler esta divagação ate ao fim.
Paro um momento e apanho a ponta do fio que traz o meu raciocínio e tento agarrar a lógica para a mal tratar.
Em nome da alma, e dos seus espelhos.
Os meus dois espelhos, estrategicamente posicionados na cara, falam por mim.
Mas nesta forma de expressão eles nada podem senão espelhar o que escrevo.
E antes que me apanhem a vaguear de tecla em tecla, recolho-me e rendo-me as evidencias.
Nem eu, nem a minha melhor parte, a alma, para quem se esqueceu da introdução, estamos a altura da festa que a minha cabeça abriga.
Eu, a minha alma, o Salvador, a festa e a minha cabeça desejamos, ou desejo ser perdoado pelos meus poéticos crimes, gargalhada…
Sem salvação.
sábado, 11 de abril de 2009
Peter Pan
Palavras aleatorias usadas para contar historias e contos incriveis.
Fabulas Reis e herois invenciveis.
É maravilhoso ser criança ler sonhar e sentir-se poderoso.
Acreditar na bondade inocentemente alheio ao mal que apenas existe nos livros e que na ultima pagina o bem prevalece e todos vivem felizes para sempre.
E parece triste crescer, perder a fé e vender a alma.
É triste, na realidade tudo isso é triste.
Deixar de acreditar no Pai Natal, no Coelho da pascoa e na Fada Dentinho.
Ser viciado numa sociedade suja e corrompida pela ambição.
Olhar para tras e lembrar os tempos em que se brincava sem pensar o que te pedem para pensar.
Usar a imaginação, correr e voar e fazer barulhos de carros e motas.
E quanto mais cresces mais preso ficas ao padrão.
Para que crescer?Não cresças, mantem-te Peter Pan
Fabulas Reis e herois invenciveis.
É maravilhoso ser criança ler sonhar e sentir-se poderoso.
Acreditar na bondade inocentemente alheio ao mal que apenas existe nos livros e que na ultima pagina o bem prevalece e todos vivem felizes para sempre.
E parece triste crescer, perder a fé e vender a alma.
É triste, na realidade tudo isso é triste.
Deixar de acreditar no Pai Natal, no Coelho da pascoa e na Fada Dentinho.
Ser viciado numa sociedade suja e corrompida pela ambição.
Olhar para tras e lembrar os tempos em que se brincava sem pensar o que te pedem para pensar.
Usar a imaginação, correr e voar e fazer barulhos de carros e motas.
E quanto mais cresces mais preso ficas ao padrão.
Para que crescer?Não cresças, mantem-te Peter Pan
Palavreados, tretas e frases sem significado.
Feb 27 5:51 AM
Quantas vezes nos encontramos perdidos em ideias fantásticas que nos mergulham no fabuloso e elevam ao fantástico.
Vezes sem conta ideias sem trela fogem numa mente que não prende nem liberta, mas que deixa as ideias viajarem, ideias com asas que voam ate ao sol e voltam cegas de tanta luz os bloquear no regresso ao chão escuro.
Uma espécie de alegoria na caverna, mas ao ar livre e em diferentes altitudes.
Gostava de entender a necessidade de ter um tema, porque não podemos falar escrever e agir sem sentido, no nosso sentido?
São as tretas protocolares e cívicas a que estamos presos quando na realidade não passamos de animais básicos e semi-domesticados.
Quer dizer, aptos para agir em sociedade em estilo de rebanho, na igualdade a procurar ser diferente e a procurar da mesma forma que toda a gente o faz.
Simples nos instintos que nos movem nas necessidades mais básicas da nossa humanidade.
A raiva, o calor, o frio, a calma, a indiferença, o ciúme a alegria e a desconfiança…
As atitudes que condicionam a nossa acção são no fundo o que de mais puro temos já que tudo o resto nos é ensinado, a única coisa que sabemos a nascença é ser humanos, depois somos ensinados a fazer parte do padrão, da maioria ou mesmo da minoria, mas mesmo assim somos rotulados.
Postos numa gaveta e ai com os nossos iguais ou semelhantes pastamos uma vida inteira.
O que me proíbe de escrever toda a merda que tenho agora na cabeça? Ninguém, porque me posso exprimir livremente, desde que não interfira com a liberdade do próximo.
Posso então perder o meu tempo livremente a teclar merdas sem sentido, e com alguma sorte ainda me chamam génio, ou louco, ou não me chamam nada e identificam o fantástico que também conhecem quando voam e quando mergulham.
É o maravilhoso, um mundo de sonhos, e porque não viver um sonho? Porque não sonhar uma vida? Para que acordar? Podemos andar em piloto automático no trabalho e na rotina e rotineiramente sair da merda do dia a dia e sonhar, e todos os dias dormir satisfeito com o acordar para a porcaria, para poder fazer tudo igual e voltar a sonhar no fim do dia?
Porque não fazer ao contrario, viver o sonho todos os dias e ter a merda para dormir e ter pesadelos e insónias?
Porque fazer alguma coisa? Não poderíamos todos poder perder tempo a escrever coisas estúpidas só porque é melhor escrever do que mantê-las na ideia? É claro que falta coerência a este discurso que não é mais do que conversa da treta, mas isto são palavras sem sentido em guerra com o nexo.
Mas em paz com a vida, paz perpetua com o sonho.
Palmas ao acaso, uma salva ao destino, um silêncio ao monólogo do louco.
Shiu, uns momentos de silêncio em honra do louco, encontrem-se no louco que viaja.
O maldito das teclas.
Quantas vezes nos encontramos perdidos em ideias fantásticas que nos mergulham no fabuloso e elevam ao fantástico.
Vezes sem conta ideias sem trela fogem numa mente que não prende nem liberta, mas que deixa as ideias viajarem, ideias com asas que voam ate ao sol e voltam cegas de tanta luz os bloquear no regresso ao chão escuro.
Uma espécie de alegoria na caverna, mas ao ar livre e em diferentes altitudes.
Gostava de entender a necessidade de ter um tema, porque não podemos falar escrever e agir sem sentido, no nosso sentido?
São as tretas protocolares e cívicas a que estamos presos quando na realidade não passamos de animais básicos e semi-domesticados.
Quer dizer, aptos para agir em sociedade em estilo de rebanho, na igualdade a procurar ser diferente e a procurar da mesma forma que toda a gente o faz.
Simples nos instintos que nos movem nas necessidades mais básicas da nossa humanidade.
A raiva, o calor, o frio, a calma, a indiferença, o ciúme a alegria e a desconfiança…
As atitudes que condicionam a nossa acção são no fundo o que de mais puro temos já que tudo o resto nos é ensinado, a única coisa que sabemos a nascença é ser humanos, depois somos ensinados a fazer parte do padrão, da maioria ou mesmo da minoria, mas mesmo assim somos rotulados.
Postos numa gaveta e ai com os nossos iguais ou semelhantes pastamos uma vida inteira.
O que me proíbe de escrever toda a merda que tenho agora na cabeça? Ninguém, porque me posso exprimir livremente, desde que não interfira com a liberdade do próximo.
Posso então perder o meu tempo livremente a teclar merdas sem sentido, e com alguma sorte ainda me chamam génio, ou louco, ou não me chamam nada e identificam o fantástico que também conhecem quando voam e quando mergulham.
É o maravilhoso, um mundo de sonhos, e porque não viver um sonho? Porque não sonhar uma vida? Para que acordar? Podemos andar em piloto automático no trabalho e na rotina e rotineiramente sair da merda do dia a dia e sonhar, e todos os dias dormir satisfeito com o acordar para a porcaria, para poder fazer tudo igual e voltar a sonhar no fim do dia?
Porque não fazer ao contrario, viver o sonho todos os dias e ter a merda para dormir e ter pesadelos e insónias?
Porque fazer alguma coisa? Não poderíamos todos poder perder tempo a escrever coisas estúpidas só porque é melhor escrever do que mantê-las na ideia? É claro que falta coerência a este discurso que não é mais do que conversa da treta, mas isto são palavras sem sentido em guerra com o nexo.
Mas em paz com a vida, paz perpetua com o sonho.
Palmas ao acaso, uma salva ao destino, um silêncio ao monólogo do louco.
Shiu, uns momentos de silêncio em honra do louco, encontrem-se no louco que viaja.
O maldito das teclas.
domingo, 15 de março de 2009
Da para imaginar???
Imagina, mente.
Imagina que somos amigos.
Imagina que és de confiaça, faz de conta que posso confiar em ti.
Imagina que eu faço de conta acreditar.
Imaginas bem.
Mentes sem imaginação e imaginas que a mentira perdura como verdade, mas que imaginação.
Hipocrisia, a velha historia que já foi contada e ainda faz azia.
Ver que numa confiança o limite é passado e ha uma gota de água que faz o copo transbordar.
Posso culpar essa gota, ou todas as outras, mas imagina, mente, culpa quem tu quiseres porque eu sei quem tem a culpa.
Quem faltou e falhou, faz de conta que imaginas o que se passa.
Não imaginas e estas a nora.
O respeito, a consideração e outras coisas tipicas de um semi-irmão, desapareceram e entraram em extinção, realmente extinta com uma festa que te acaricia e faz abrir a boca para as historias proibidas.
Imagina que não sabes de que falo, imagina que lês, tens razão e eu me calo.
Imagina o galo, mas mente so mais uma imaginação em que contes uma historia proibida e desta vez atenção não sejas mais um judas que so fazes merda quando pensas que te ajudas.
Desvalorizas-te com as faltas como um carro com os quilometros.
Imagina, mente, mente com imaginação, mas eu sou indiferente a tua versão.
Imagina que somos amigos.
Imagina que és de confiaça, faz de conta que posso confiar em ti.
Imagina que eu faço de conta acreditar.
Imaginas bem.
Mentes sem imaginação e imaginas que a mentira perdura como verdade, mas que imaginação.
Hipocrisia, a velha historia que já foi contada e ainda faz azia.
Ver que numa confiança o limite é passado e ha uma gota de água que faz o copo transbordar.
Posso culpar essa gota, ou todas as outras, mas imagina, mente, culpa quem tu quiseres porque eu sei quem tem a culpa.
Quem faltou e falhou, faz de conta que imaginas o que se passa.
Não imaginas e estas a nora.
O respeito, a consideração e outras coisas tipicas de um semi-irmão, desapareceram e entraram em extinção, realmente extinta com uma festa que te acaricia e faz abrir a boca para as historias proibidas.
Imagina que não sabes de que falo, imagina que lês, tens razão e eu me calo.
Imagina o galo, mas mente so mais uma imaginação em que contes uma historia proibida e desta vez atenção não sejas mais um judas que so fazes merda quando pensas que te ajudas.
Desvalorizas-te com as faltas como um carro com os quilometros.
Imagina, mente, mente com imaginação, mas eu sou indiferente a tua versão.
Repetições
Dormitar por uns instantes, e pensar em coisas que já pensei antes.
É deja vu? O que é? É sem explicação.
Daquelas coisas que necessitam ser inexplicaveis.
A, inutil, ou curiosa, sensação de que já tive esta conversa.
Já tive aquela discussão, e numa duvida cheia de certezas, não toco no assunto.
Talvez por já saber como acaba a conversa, talvez por qualquer outro motivo.
Mas os temas vão e voltam como se estivesse sentado na praia a ver o mar a tirar e a devolver a agua salgada aos meus pés.
Deve ser pela semelhança entre o mar e a vida.
Esta semelhança é-me nova, nunca me ocorreu.
Acontecimentos que se repetem, outros que nem por isso e outros que nem isso.
Não acontecem.
Uma dança a volta de frases feitas, do genero da repetição da historia.
É possivel, há tanta coisa que n chega a ser historia por falta de enredo que insiste em se repetir, não é impossivel que a propria historia o faça.
Tudo em consequencia de uma sesta, um relaxamento.
Um adormecer que não é publicado, não é apropriado nem sequer é mencionado.
Um sonho depois de almoço que acaba para que se lanche e que é estranho por surgir tão inesperadademente como surgem as repetições que vão e que vêm.
Num ponto em que vagueio, e desta vez nem tenho os pés frios, estou gelado por completo, porque vagueio num vento real e me sento num parque ao lado da muralha e tenho conversas de almofada enquanto fumo desabafos.
Volto a casa onde não hesito e deito a cabeça na almofada e ponho o ponto final nesta repetição.
É deja vu? O que é? É sem explicação.
Daquelas coisas que necessitam ser inexplicaveis.
A, inutil, ou curiosa, sensação de que já tive esta conversa.
Já tive aquela discussão, e numa duvida cheia de certezas, não toco no assunto.
Talvez por já saber como acaba a conversa, talvez por qualquer outro motivo.
Mas os temas vão e voltam como se estivesse sentado na praia a ver o mar a tirar e a devolver a agua salgada aos meus pés.
Deve ser pela semelhança entre o mar e a vida.
Esta semelhança é-me nova, nunca me ocorreu.
Acontecimentos que se repetem, outros que nem por isso e outros que nem isso.
Não acontecem.
Uma dança a volta de frases feitas, do genero da repetição da historia.
É possivel, há tanta coisa que n chega a ser historia por falta de enredo que insiste em se repetir, não é impossivel que a propria historia o faça.
Tudo em consequencia de uma sesta, um relaxamento.
Um adormecer que não é publicado, não é apropriado nem sequer é mencionado.
Um sonho depois de almoço que acaba para que se lanche e que é estranho por surgir tão inesperadademente como surgem as repetições que vão e que vêm.
Num ponto em que vagueio, e desta vez nem tenho os pés frios, estou gelado por completo, porque vagueio num vento real e me sento num parque ao lado da muralha e tenho conversas de almofada enquanto fumo desabafos.
Volto a casa onde não hesito e deito a cabeça na almofada e ponho o ponto final nesta repetição.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Nada
Tudo vale, num vale tudo, que não vale nada.
Surpresas e desilusões são o pão de cada dia.
Gostava de acordar um dia e acreditar que faço parte de uma sociedade justa e homogénea.
Mas a verdade é que o salvador está de partida e não sabe para onde vai.
Esta poderá ser a ultima divagação de um incorrigível Salvador sem salvação.
De momento não pretendo divagar, tenho agora vontade de objectivar e aplicar as palavras de outra forma.
O meu ser não morre aqui, talvez seja este o momento do renascimento onde do interior de um Salvador se ergue e nasce outra pessoa.
Alguém mais real que o virtual anterior.
Pretendo de agora em diante exercer uma nova escrita, algo que nunca fiz antes.
Ate um inesperado regresso do salvador, ou ate outro dia qualquer.
E sem ter o que dizer despeço-me com um grande, nada.
Surpresas e desilusões são o pão de cada dia.
Gostava de acordar um dia e acreditar que faço parte de uma sociedade justa e homogénea.
Mas a verdade é que o salvador está de partida e não sabe para onde vai.
Esta poderá ser a ultima divagação de um incorrigível Salvador sem salvação.
De momento não pretendo divagar, tenho agora vontade de objectivar e aplicar as palavras de outra forma.
O meu ser não morre aqui, talvez seja este o momento do renascimento onde do interior de um Salvador se ergue e nasce outra pessoa.
Alguém mais real que o virtual anterior.
Pretendo de agora em diante exercer uma nova escrita, algo que nunca fiz antes.
Ate um inesperado regresso do salvador, ou ate outro dia qualquer.
E sem ter o que dizer despeço-me com um grande, nada.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
A Ferro e Fogo
Louco e possuído, corro, salto e pulo.
Faço tudo enquanto escrevo as minhas chamas.
Fogo é chama que arde e queima, mas a mim não me aquece nem me arrefece.
Encontro-me com um sistema imunitário invejável, sou intocável por todas essas forças que ninguém vê e que insistem em fazer estragos.
Mas a mim não me estraga, nem se aproxima.
Serei pior que as forças?
Serei melhor?
Ou igual?
Sinceramente não me interessa, enquanto conseguir agir fora da esfera dessas acções reprovadas por mim.
Importante é ser forte como o ferro e quente como o fogo.
Evitar a agua é fundamental, para o meu ferro não enferrujar e não apagar a minha chama que chama por mim sempre que uma visão me salta a vista.
E me perco de vista de mim mesmo, fico perdido em divagações absurdas e viagens longínquas e cheias de aventuras.
Ate voltar a mim ao ferro e ao fogo.
E nessa combinação poderosa volto ao discurso da moral e das forças que vou repelindo com o meu magnetismo.
Durante o período que me mantiver alheio a força que desprezo continuarei a ser um Divagador puro como o metal e calor do ferro e do fogo.
Faço tudo enquanto escrevo as minhas chamas.
Fogo é chama que arde e queima, mas a mim não me aquece nem me arrefece.
Encontro-me com um sistema imunitário invejável, sou intocável por todas essas forças que ninguém vê e que insistem em fazer estragos.
Mas a mim não me estraga, nem se aproxima.
Serei pior que as forças?
Serei melhor?
Ou igual?
Sinceramente não me interessa, enquanto conseguir agir fora da esfera dessas acções reprovadas por mim.
Importante é ser forte como o ferro e quente como o fogo.
Evitar a agua é fundamental, para o meu ferro não enferrujar e não apagar a minha chama que chama por mim sempre que uma visão me salta a vista.
E me perco de vista de mim mesmo, fico perdido em divagações absurdas e viagens longínquas e cheias de aventuras.
Ate voltar a mim ao ferro e ao fogo.
E nessa combinação poderosa volto ao discurso da moral e das forças que vou repelindo com o meu magnetismo.
Durante o período que me mantiver alheio a força que desprezo continuarei a ser um Divagador puro como o metal e calor do ferro e do fogo.
Miserável
O miserável treme, não tem força nem fome.
Tem a febre que consome a pouca energia que resta.
E escorre o suor pela testa e por todo o corpo.
Não é pelo desporto nem pelo calor, tem frio e está por um fio.
Nas fraquezas, vacila e oscila mas não cai.
Debilmente enfraquecido emagrece mas não se dá por vencido.
Resiste e insiste porque estar miserável não é bom nem é hábito nem cria habituação.
Não dorme, sofre e dói tudo como nada doeu antes.
Transpirações, loucas, que pelam os lábios e fazem os quilos desaparecer.
Insanidade que chega com a agua salgada que gela o corpo doente.
Dizem que é febre.
Dizem que é siso.
Digam o que quiserem, já passou.
Mas ate passar a roupa pesava de molhada enquanto nada ficava no organismo nem nada era aceite.
Cuidados intensivos e suores destrutivos, que matam, mas não mataram e foi por pouco, por um triz, bateu em cheio mas não derrubou.
O Salvador esteve sem salvação mas aguentou e agora voltou.
De regresso, chega as percentagens absurdas das divagações mais forte que nunca.
O miserável não é miserável, estava miseravelmente doente e agora está bom.
Tem a febre que consome a pouca energia que resta.
E escorre o suor pela testa e por todo o corpo.
Não é pelo desporto nem pelo calor, tem frio e está por um fio.
Nas fraquezas, vacila e oscila mas não cai.
Debilmente enfraquecido emagrece mas não se dá por vencido.
Resiste e insiste porque estar miserável não é bom nem é hábito nem cria habituação.
Não dorme, sofre e dói tudo como nada doeu antes.
Transpirações, loucas, que pelam os lábios e fazem os quilos desaparecer.
Insanidade que chega com a agua salgada que gela o corpo doente.
Dizem que é febre.
Dizem que é siso.
Digam o que quiserem, já passou.
Mas ate passar a roupa pesava de molhada enquanto nada ficava no organismo nem nada era aceite.
Cuidados intensivos e suores destrutivos, que matam, mas não mataram e foi por pouco, por um triz, bateu em cheio mas não derrubou.
O Salvador esteve sem salvação mas aguentou e agora voltou.
De regresso, chega as percentagens absurdas das divagações mais forte que nunca.
O miserável não é miserável, estava miseravelmente doente e agora está bom.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Disciplina
É inacreditável como uma cabeça sai do lugar sem dificuldade.
Deveria estar concentrado em ler, porque tenho que o fazer.
No entanto estou a escrever, a queimar tempo, quando a minha obrigação é, pelo menos nesta altura, queimar a pestana nos livros.
E não consigo, consigo apenas distrair-me com a televisão, com a Internet, com uma mosca ou com os barulhos da rua.
E faço tudo menos o que é suposto fazer.
É provável que venha a pagar por estas atitudes irreflectidas.
Mas ainda assim, tenho fé, sem ser crente em muita coisa, alem da sorte, de que vou conseguir.
E espero realmente conseguir, caso contrario este será a minha pior divagação de sempre.
E nem falo da qualidade, porque sou suspeito para avaliar as minhas palavras.
Digo pior pelas consequências deste tempo perdido com todas as distracções possíveis e impossíveis.
Mas, na verdade, o tempo nem é muito, porque hoje, não sei se por não me poder distrair, ou não dever, corrijo.
Hoje divago a alta velocidade, contra relógio, mas como quero chegar ao fim não me vou prolongar muito mais.
Vou, tentar, ter a disciplina para conseguir acabar esta divagação sem comprometer as minhas obrigações.
Disciplina, ou falta dela, é por isso que ainda aqui estou.
Mas não por muito tempo vou voltar aos livros, só depois voltarei.
Deveria estar concentrado em ler, porque tenho que o fazer.
No entanto estou a escrever, a queimar tempo, quando a minha obrigação é, pelo menos nesta altura, queimar a pestana nos livros.
E não consigo, consigo apenas distrair-me com a televisão, com a Internet, com uma mosca ou com os barulhos da rua.
E faço tudo menos o que é suposto fazer.
É provável que venha a pagar por estas atitudes irreflectidas.
Mas ainda assim, tenho fé, sem ser crente em muita coisa, alem da sorte, de que vou conseguir.
E espero realmente conseguir, caso contrario este será a minha pior divagação de sempre.
E nem falo da qualidade, porque sou suspeito para avaliar as minhas palavras.
Digo pior pelas consequências deste tempo perdido com todas as distracções possíveis e impossíveis.
Mas, na verdade, o tempo nem é muito, porque hoje, não sei se por não me poder distrair, ou não dever, corrijo.
Hoje divago a alta velocidade, contra relógio, mas como quero chegar ao fim não me vou prolongar muito mais.
Vou, tentar, ter a disciplina para conseguir acabar esta divagação sem comprometer as minhas obrigações.
Disciplina, ou falta dela, é por isso que ainda aqui estou.
Mas não por muito tempo vou voltar aos livros, só depois voltarei.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Dias e Anos de Vida
Muda o ano, cresce mais um cabelo branco e uma ruga.
Mantêm-se os votos de anos anteriores, será que é desta que tenho a força de vontade?
A força e a vontade para que as linhas onde vai ser escrito este novo ano não me preguem nenhuma partida.
Todos os anos são iguais, ou têm sido, promessas e esperanças, brilhos e luzes ao fundo do túnel.
Mas o túnel é grande, como a vida.
Aquele brilho e aquela luz parecem sempre mais fortes nestes dias verdes de esperança.
O ano vai passando e há dias nublados, há dias encarnados e dias azuis, sem esquecer os esperançosos.
Os dias nublados servem só para valorizar os azuis.
Naqueles dias encarnados, e eu nem gosto de encarnado, dias quentes em que o sangue ferve e na ebulição fogem pensamentos conscientes de que o fogo pode e vai queimar, se brincarem com ele.
São esses dias os dias antes dos verdes.
Há a esperança depois do dia encarnado, esperança de que o jogo do fogo não queime, ou pelo menos, que não queime muito, mas mais que tudo, que não deixe marca.
Todos estes dias, todos estes anos.
A esperança, a força e a vontade, apenas estas podem manter os votos para o caminho.
Mais um cabelo branco ou todos os cabelos brancos e rugas de uma cara amarrotada que quer conduzir um ano seguro.
Um dia de cada vez, um ano de cada vez e uma vida, uma vez.
Mantêm-se os votos de anos anteriores, será que é desta que tenho a força de vontade?
A força e a vontade para que as linhas onde vai ser escrito este novo ano não me preguem nenhuma partida.
Todos os anos são iguais, ou têm sido, promessas e esperanças, brilhos e luzes ao fundo do túnel.
Mas o túnel é grande, como a vida.
Aquele brilho e aquela luz parecem sempre mais fortes nestes dias verdes de esperança.
O ano vai passando e há dias nublados, há dias encarnados e dias azuis, sem esquecer os esperançosos.
Os dias nublados servem só para valorizar os azuis.
Naqueles dias encarnados, e eu nem gosto de encarnado, dias quentes em que o sangue ferve e na ebulição fogem pensamentos conscientes de que o fogo pode e vai queimar, se brincarem com ele.
São esses dias os dias antes dos verdes.
Há a esperança depois do dia encarnado, esperança de que o jogo do fogo não queime, ou pelo menos, que não queime muito, mas mais que tudo, que não deixe marca.
Todos estes dias, todos estes anos.
A esperança, a força e a vontade, apenas estas podem manter os votos para o caminho.
Mais um cabelo branco ou todos os cabelos brancos e rugas de uma cara amarrotada que quer conduzir um ano seguro.
Um dia de cada vez, um ano de cada vez e uma vida, uma vez.
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