Marteladas numa Cabeça Abalada.
Teorias Inconsistentes.
De um Divagador com ideias amassadas.
Tudo ecoa num nível forte.
A racionalidade anda por cá.
Também anda a Ressaca e a Expectativa.
Teorizo sobre o que me reserva depois deste dia.
Imagino sem lógica, como já se previa.
Estou capaz e pleno de Musas.
Ao mesmo Tempo que nem sequer estou.
Penso sobre Dias Passados e Dias Futuros.
Sobre Hoje não penso apenas Torço.
E troço com este estado que sensibiliza.
Por dentro da Mente, bem no fundo da Alma.
Sou, O Teórico Divagador e inconscientemente um Quase Escritor.
A regra é deambular sobre o que me toca.
Altamente Egocêntrico e Narcisista.
Ou talvez nem tanto.
Mas é o Espanto e a Surpresa.
Quando ponho Teorias em cima da mesa.
Com Balanças e Desmedidas Doses de Sobriedade.
Estou doseado.
E sem equilíbrio.
Solto-me e Vou livre, na bamba corda.
Liberto-me, de Cabeça Abatida na espera.
Da Cabeça teimosa, que hoje não acorda.
Sou Inconsciente e sem Consistências.
E Teorias, faço-as sobre mim.
Libertações técnicas em Escritas sem fim.
Fim de Finalidade, porque o fim da temporalidade.
Esse esta quase.
Já Teorizei Hoje, sobre o que foi, será e tem sido.
Repouso no Eu, O Divagador, O Teórico Abatido.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
Muralha das Divagações
Eu Sou todos nós, em mim.
Em mim todos vós, São.
Sou essa mistura desmedida.
De Louca Sobriedade.
De calor, secura, frio e humidade.
Sou a Muralha de onde sou.
Mas mais forte.
Impenetrável.
Gelo sem pólo.
Inquebrável e ainda mais Frio.
Levanto os Muros.
E só os sons passam.
E só alguns deles conseguem.
A maioria esbarra.
E a pequena minoria que passa…
Essa…Chega ao alto tão baixa e tão fraca.
Que quase não se faz ouvir.
Vou do Deserto ao Pólo num Sopro.
Aqueço e Arrefeço, Invicto.
Enquanto tudo o resto Quebra.
Eu, enquanto Muralha.
E todas as personagens de pedra que me compõem.
Ficamos além do Tempo.
E só fica comigo.
Quem escrever em mim.
Quem me marcar, para que eu marque.
Um desenho louco no meu espaço.
Com Palavras e descrições.
Na Muralha das Divagações.
Em mim todos vós, São.
Sou essa mistura desmedida.
De Louca Sobriedade.
De calor, secura, frio e humidade.
Sou a Muralha de onde sou.
Mas mais forte.
Impenetrável.
Gelo sem pólo.
Inquebrável e ainda mais Frio.
Levanto os Muros.
E só os sons passam.
E só alguns deles conseguem.
A maioria esbarra.
E a pequena minoria que passa…
Essa…Chega ao alto tão baixa e tão fraca.
Que quase não se faz ouvir.
Vou do Deserto ao Pólo num Sopro.
Aqueço e Arrefeço, Invicto.
Enquanto tudo o resto Quebra.
Eu, enquanto Muralha.
E todas as personagens de pedra que me compõem.
Ficamos além do Tempo.
E só fica comigo.
Quem escrever em mim.
Quem me marcar, para que eu marque.
Um desenho louco no meu espaço.
Com Palavras e descrições.
Na Muralha das Divagações.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Quadra
Não queria pronunciar-me sobre isto.
Esta época de festa e espírito.
Já fez mais sentido.
Já foi mais sentida.
Mas apenas é mantida.
Pelos Rebentos sedentos de Magia.
É só por isso que esta Quadra.
Desenquadrada daquilo que era.
Não me passa ao lado.
Por isso não quebro e conservo.
Para a manter o brilho.
Dos que Não Renego.
Sem mais para acrescentar ao truque.
O Mago tem dito sobre a Quadra.
Simples e directo.
Na manutenção somente pelo Afecto.
Esta época de festa e espírito.
Já fez mais sentido.
Já foi mais sentida.
Mas apenas é mantida.
Pelos Rebentos sedentos de Magia.
É só por isso que esta Quadra.
Desenquadrada daquilo que era.
Não me passa ao lado.
Por isso não quebro e conservo.
Para a manter o brilho.
Dos que Não Renego.
Sem mais para acrescentar ao truque.
O Mago tem dito sobre a Quadra.
Simples e directo.
Na manutenção somente pelo Afecto.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Pseudo
Disseram-me que não existes.
Tu, fruto da minha Inspiração.
Loucura e Escrita em forma de Divagação.
Novamente, Recuso!
A minha Musa é, apenas, Fonte da minha Imaginação.
Disseram.
Não acredito que seja, Nada mais que criação.
Da minha cabeça, dos meus Loucos Seres.
Se assim é, expliquem-me o que tem sido.
Divago Sem Salvação, mas também Renego.
E sem Musa, o que é que uso quando Rego?
As minhas Palavras com ideias insólitas.
Desinspiração?
Auto-Inspiração?
Rejeito que assim seja!
E mesmo que fosse.
Fruto da minha Esquizofrenia.
Ao tempo que sou Louco.
Já dei lugar á Criação.
Ao Nascimento e Invenção.
De todas as minhas Musas.
De todos os meus Personagens.
Que eles e elas hoje São.
Partes de mim numa Realidade Desconhecida.
São Imaginação a ganhar Vida.
Sou uma Fonte em mim mesmo.
E Rego-me com a Loucura que Crio.
Divago, Renego e Rio.
Faço de Tudo um Pouco.
Eu, o Criador de Criações Fictícias.
Que nascem e vivem.
E que existem e existirão.
Sempre que existir, O da Divagação.
As Imaginações que fiz Reais.
Deixo mais uma Divagação.
Eu novamente, o nosso vosso Louco.
Tu, fruto da minha Inspiração.
Loucura e Escrita em forma de Divagação.
Novamente, Recuso!
A minha Musa é, apenas, Fonte da minha Imaginação.
Disseram.
Não acredito que seja, Nada mais que criação.
Da minha cabeça, dos meus Loucos Seres.
Se assim é, expliquem-me o que tem sido.
Divago Sem Salvação, mas também Renego.
E sem Musa, o que é que uso quando Rego?
As minhas Palavras com ideias insólitas.
Desinspiração?
Auto-Inspiração?
Rejeito que assim seja!
E mesmo que fosse.
Fruto da minha Esquizofrenia.
Ao tempo que sou Louco.
Já dei lugar á Criação.
Ao Nascimento e Invenção.
De todas as minhas Musas.
De todos os meus Personagens.
Que eles e elas hoje São.
Partes de mim numa Realidade Desconhecida.
São Imaginação a ganhar Vida.
Sou uma Fonte em mim mesmo.
E Rego-me com a Loucura que Crio.
Divago, Renego e Rio.
Faço de Tudo um Pouco.
Eu, o Criador de Criações Fictícias.
Que nascem e vivem.
E que existem e existirão.
Sempre que existir, O da Divagação.
As Imaginações que fiz Reais.
Deixo mais uma Divagação.
Eu novamente, o nosso vosso Louco.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Fontes de Inspiração
Hoje sento-me no frio.
Que gela os ossos.
E os nossos, brilhos e ideias.
Nas Fontes de Inspirações.
A Rua, o sitio do costume.
O quinquagésimo segundo.
Sítio desse sítio em que me ilumino.
Desde criança, sempre criança.
A idade avança, na cidade museu.
O tempo não para.
Nem me paro Eu.
Fontes que, são secas quase todo o ano.
Fontes alentejanas e o seu coração.
Sim, é o sítio onde mora O da Divagação.
Sem dúvida, que todas as gotas são importantes.
Para mim e para a minha inspiração.
Para todos nós, Os desta região.
No gelo que se faz notar lá fora.
Eu aqueço-me nas letras cá dentro.
Porque Elas são musas.
São e sempre serão Fontes de Inspiração.
Que gela os ossos.
E os nossos, brilhos e ideias.
Nas Fontes de Inspirações.
A Rua, o sitio do costume.
O quinquagésimo segundo.
Sítio desse sítio em que me ilumino.
Desde criança, sempre criança.
A idade avança, na cidade museu.
O tempo não para.
Nem me paro Eu.
Fontes que, são secas quase todo o ano.
Fontes alentejanas e o seu coração.
Sim, é o sítio onde mora O da Divagação.
Sem dúvida, que todas as gotas são importantes.
Para mim e para a minha inspiração.
Para todos nós, Os desta região.
No gelo que se faz notar lá fora.
Eu aqueço-me nas letras cá dentro.
Porque Elas são musas.
São e sempre serão Fontes de Inspiração.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Não Quero
Dispenso essa recaída.
Recuso-me a retroceder a vida.
Posso andar sem saída.
Mas tenho a Mente decidida.
Sigo sem olhar para trás.
Quanto mais voltar.
Doido e Maldito, estou em Paz.
Sei que Sou e Serei capaz.
A Voar entre Divagações.
De, sem Voltar no Tempo.
Ser Aquele Rapaz.
E congelar o momento.
Que Fui quando era Profeta.
Mantenho a direcção e Voo em linha recta.
Ao Anonimato respondo que Não Quero.
Renego tudo isso.
E Salvo-me, esse é o meu compromisso.
Recuso-me a retroceder a vida.
Posso andar sem saída.
Mas tenho a Mente decidida.
Sigo sem olhar para trás.
Quanto mais voltar.
Doido e Maldito, estou em Paz.
Sei que Sou e Serei capaz.
A Voar entre Divagações.
De, sem Voltar no Tempo.
Ser Aquele Rapaz.
E congelar o momento.
Que Fui quando era Profeta.
Mantenho a direcção e Voo em linha recta.
Ao Anonimato respondo que Não Quero.
Renego tudo isso.
E Salvo-me, esse é o meu compromisso.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Circulo Vicioso
Nas voltas iguais.
Nas voltas e tais.
Companhias viciosas.
Circula-se para a estagnação.
Presunção decadência e o maior dos vícios.
Não há evolução.
É Tudo sem perspectiva.
E mesmo quando se perspectiva.
É Nada e circula.
Naquela volta comprometida.
Aquela roda sem saída.
Não paro no tempo.
Paro perante ele e assisto.
A Tudo isto.
A Nada, desisto.
Não de circular.
Apenas de perspectivar.
Repito-me tanto em palavras.
Como elas me fazem repetir.
Decadentemente, relego-me.
Ao Estatuto da renegação.
Ponderação.
Divagação.
Palavras.
Soltas.
E Paixão.
Rodo o mesmo caminho vezes sem conta.
Rodo tanto, que o chão aponta.
Cede e afunda.
Cedo e afundo.
No caminho viciado.
O caminho errado em que circulo.
Cada vez mais refém dos mesmos passos.
Cada vez mais preso e com menos espaços.
O Renegado rodeado pelo circulo sufocante.
A contar o tempo.
A contar ao tempo.
Que espera o momento.
Perfeito quadro de manias.
Nas voltas e tais.
Companhias viciosas.
Circula-se para a estagnação.
Presunção decadência e o maior dos vícios.
Não há evolução.
É Tudo sem perspectiva.
E mesmo quando se perspectiva.
É Nada e circula.
Naquela volta comprometida.
Aquela roda sem saída.
Não paro no tempo.
Paro perante ele e assisto.
A Tudo isto.
A Nada, desisto.
Não de circular.
Apenas de perspectivar.
Repito-me tanto em palavras.
Como elas me fazem repetir.
Decadentemente, relego-me.
Ao Estatuto da renegação.
Ponderação.
Divagação.
Palavras.
Soltas.
E Paixão.
Rodo o mesmo caminho vezes sem conta.
Rodo tanto, que o chão aponta.
Cede e afunda.
Cedo e afundo.
No caminho viciado.
O caminho errado em que circulo.
Cada vez mais refém dos mesmos passos.
Cada vez mais preso e com menos espaços.
O Renegado rodeado pelo circulo sufocante.
A contar o tempo.
A contar ao tempo.
Que espera o momento.
Perfeito quadro de manias.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Bando de Loucos
Escrevo para ti.
Escrevo para vocês.
Escrevemos para ti.
Escrevemos para vocês.
Somos Loucos e estamos cansados.
Nem cansados, nem Loucos desistimos.
De escrever uns para os outros.
Nós, todos Nós!
Os Meus e os Vossos.
Os Reais e os Fictícios.
Os Exemplares e aqueles Cheios de Vícios.
Todos temos a mesma inconsciência.
Vencemos as nossas Loucuras.
É com persistência e por vezes irreverência.
Que escrevemos os nossos desenhos.
Que cantamos as nossas curas.
Nas Palavras que muitas vezes nos deixam mudos.
As mesmas que por vezes vos deixam surdos.
São elas o remédio e o mal.
São elas tudo e nós sem elas nada.
As Musas, a Criação e a Estrada.
Escrevo para vocês.
Escrevemos para ti.
Escrevemos para vocês.
Somos Loucos e estamos cansados.
Nem cansados, nem Loucos desistimos.
De escrever uns para os outros.
Nós, todos Nós!
Os Meus e os Vossos.
Os Reais e os Fictícios.
Os Exemplares e aqueles Cheios de Vícios.
Todos temos a mesma inconsciência.
Vencemos as nossas Loucuras.
É com persistência e por vezes irreverência.
Que escrevemos os nossos desenhos.
Que cantamos as nossas curas.
Nas Palavras que muitas vezes nos deixam mudos.
As mesmas que por vezes vos deixam surdos.
São elas o remédio e o mal.
São elas tudo e nós sem elas nada.
As Musas, a Criação e a Estrada.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Tempo e Luta
Um Tudo, Dois Nada Sugestivo sem Sugestão.
É uma Alma em fuga, em mais uma Divagação.
Sem direcção Ela voa.
Como se tivesse asas.
Como se existisse.
Ela está sem estar, numa presença ausente.
Sem estrutura, Estatuto nem escalão.
Eu hoje sou arquitecto nesta Deambulação.
Com mais um cabelo branco.
Hoje sou o Sábio.
E sabido, tal como certo.
Acerto, sem erro e faço o pleno.
Pleno da convicção que afirma por mim.
Que quando se quer, se luta ate ao fim.
E mesmo quando as musas são confusas.
Mesmo quando o Caos se instala.
A Alma não sai.
A Alma fica.
Complica e acha que Simplifica.
Mas quer…
Aquela mulher, do tempo.
Dos tempos, Repetições e outros momentos.
É uma Alma em fuga, em mais uma Divagação.
Sem direcção Ela voa.
Como se tivesse asas.
Como se existisse.
Ela está sem estar, numa presença ausente.
Sem estrutura, Estatuto nem escalão.
Eu hoje sou arquitecto nesta Deambulação.
Com mais um cabelo branco.
Hoje sou o Sábio.
E sabido, tal como certo.
Acerto, sem erro e faço o pleno.
Pleno da convicção que afirma por mim.
Que quando se quer, se luta ate ao fim.
E mesmo quando as musas são confusas.
Mesmo quando o Caos se instala.
A Alma não sai.
A Alma fica.
Complica e acha que Simplifica.
Mas quer…
Aquela mulher, do tempo.
Dos tempos, Repetições e outros momentos.
Caos
Hoje estou sem saída porque divago em círculo.
Circulo a divagar para Os meus Loucos.
Maldito, sim Eu, amaldiçoado pelas palavras.
Todas elas.
Apago e escrevo para apagar novamente.
E apenas quero dizer, nem consigo escrever.
Apago, escrevo e reinvento-me em mais um verso.
Assim estou eu, Doido e converso comigo.
Monólogos que parecem diálogos.
Pensamentos soltos como um animal no zoo.
Numa Alma que não se parece com Nada,
De Pés Gelados e uma outra Divagação a meio.
Em Guerra com a Escrita.
Não faço reféns, mato todas as letras.
Porque sei, é na maldição dos seus meus desenhos.
Dessas muitas Palavras.
Que vou ser capturado pelos meus filhos.
Ou os meus Renegados.
Salvo ou quase, ou suposto Salvador.
Hoje Sem Salvação, mais uma vez.
Em mais uma Divagação.
Circulo a divagar para Os meus Loucos.
Maldito, sim Eu, amaldiçoado pelas palavras.
Todas elas.
Apago e escrevo para apagar novamente.
E apenas quero dizer, nem consigo escrever.
Apago, escrevo e reinvento-me em mais um verso.
Assim estou eu, Doido e converso comigo.
Monólogos que parecem diálogos.
Pensamentos soltos como um animal no zoo.
Numa Alma que não se parece com Nada,
De Pés Gelados e uma outra Divagação a meio.
Em Guerra com a Escrita.
Não faço reféns, mato todas as letras.
Porque sei, é na maldição dos seus meus desenhos.
Dessas muitas Palavras.
Que vou ser capturado pelos meus filhos.
Ou os meus Renegados.
Salvo ou quase, ou suposto Salvador.
Hoje Sem Salvação, mais uma vez.
Em mais uma Divagação.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Peva
Só não tem nome, O que não é.
Não ganhamos sempre.
Não perdemos sempre.
Mas sempre que for.
É para Tudo ou Nada.
Hei-de ganhar.
Hei-de perder.
Resignado ao que tiver que ser.
Estou Nada, não estou Tudo.
Mas Estou e é tudo o que quero saber.
Não ganhamos sempre.
Não perdemos sempre.
Mas sempre que for.
É para Tudo ou Nada.
Hei-de ganhar.
Hei-de perder.
Resignado ao que tiver que ser.
Estou Nada, não estou Tudo.
Mas Estou e é tudo o que quero saber.
Morte Nua
É quando despida de qualquer sentido.
Surge, não avisa, vence e é irreversível.
E hoje vi-a bem perto.
Nua e Crua, a vida perante o seu fim.
Despida de defesas, vulnerável no todo.
A verdadeira Vencedora.
A extinção, a terminação.
Quando é surpreendente.
E acorda a Mente.
Quando será mais perto, interroga.
Quando formos nós, ou a nossa gente.
Coloca, sem resposta.
Surge, não avisa, vence e é irreversível.
E hoje vi-a bem perto.
Nua e Crua, a vida perante o seu fim.
Despida de defesas, vulnerável no todo.
A verdadeira Vencedora.
A extinção, a terminação.
Quando é surpreendente.
E acorda a Mente.
Quando será mais perto, interroga.
Quando formos nós, ou a nossa gente.
Coloca, sem resposta.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Maços de Palavras
Fumo as letras que vou escrevendo.
Sei que mata, sei que divago, sei.
Mas são os cigarros de palavras.
Uns lícitos, outros nem por isso.
Que são responsáveis pelo comunicar.
Que está longe do esperado.
Por isso volto-me para os loucos.
Giro assim para mim.
E inicio a festa e é desta, sei que é.
Perdi iniciativa e entrego-me a Loucura.
A Boémia sem cura, e todos esses males.
Coisas maléficas e reprovadas.
Umas pensadas, outras queimadas em palavras.
Mas a maioria divagada sem escape.
E sem escape estou eu entre o fumo das minhas ideias.
Intoxicado com os maços por dizer.
Embriagado nas palavras por escrever.
Vejo-me multiplicado para me inserir.
Para não ser pesado, para ser apenas.
Apenas tão leve como a leveza existente.
Estes são os maços da divagação.
São apenas alguns, daquilo.
Daquilo que será a continuação.
Acendo-me e não travo, como um iniciado.
Fumo-me, como um viciado.
No vício de desenhar palavras.
A imperfeição das letras.
E a inutilidade do seu uso.
Auto intitulado, apago-me.
Sei que mata, sei que divago, sei.
Mas são os cigarros de palavras.
Uns lícitos, outros nem por isso.
Que são responsáveis pelo comunicar.
Que está longe do esperado.
Por isso volto-me para os loucos.
Giro assim para mim.
E inicio a festa e é desta, sei que é.
Perdi iniciativa e entrego-me a Loucura.
A Boémia sem cura, e todos esses males.
Coisas maléficas e reprovadas.
Umas pensadas, outras queimadas em palavras.
Mas a maioria divagada sem escape.
E sem escape estou eu entre o fumo das minhas ideias.
Intoxicado com os maços por dizer.
Embriagado nas palavras por escrever.
Vejo-me multiplicado para me inserir.
Para não ser pesado, para ser apenas.
Apenas tão leve como a leveza existente.
Estes são os maços da divagação.
São apenas alguns, daquilo.
Daquilo que será a continuação.
Acendo-me e não travo, como um iniciado.
Fumo-me, como um viciado.
No vício de desenhar palavras.
A imperfeição das letras.
E a inutilidade do seu uso.
Auto intitulado, apago-me.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Duelos e Suspiros
O ritmo hoje é outro.
E o Vento, aquele Sopro.
Que já senti tão perto.
Sopra para lá.
Foi Tempestade, foi Copo de Água.
Não interessa o que foi.
Importa o que a Presunção deseja.
E o Pavão está pronto para voar.
Por entre Tempestades e Ventanias.
Enche o peito e respira fundo.
Encho-me no peito e viro o mundo.
De Brisas Inspiradoras a Tempestades e bloqueios.
Divago a favor do Vento.
Tento ver como funciona.
Vou e não singro porque o Ar não me enche.
Não quer Ofegar no meu caminho.
Há um Tornado que Sopra.
Esta Aragem que em mim se instala.
É Quente e Arábica.
Esta Brisa que me desliza nas ideias.
É um Vendaval Muçulmano.
E Divaga na minha direcção.
Ou eu queria Soprasse...
Não desisto e enfrento-a, no combate do ano.
E perco, vou sempre perder.
Mesmo que ganhe, perco sempre.
E o Vento, aquele Sopro.
Que já senti tão perto.
Sopra para lá.
Foi Tempestade, foi Copo de Água.
Não interessa o que foi.
Importa o que a Presunção deseja.
E o Pavão está pronto para voar.
Por entre Tempestades e Ventanias.
Enche o peito e respira fundo.
Encho-me no peito e viro o mundo.
De Brisas Inspiradoras a Tempestades e bloqueios.
Divago a favor do Vento.
Tento ver como funciona.
Vou e não singro porque o Ar não me enche.
Não quer Ofegar no meu caminho.
Há um Tornado que Sopra.
Esta Aragem que em mim se instala.
É Quente e Arábica.
Esta Brisa que me desliza nas ideias.
É um Vendaval Muçulmano.
E Divaga na minha direcção.
Ou eu queria Soprasse...
Não desisto e enfrento-a, no combate do ano.
E perco, vou sempre perder.
Mesmo que ganhe, perco sempre.
domingo, 29 de novembro de 2009
Escrita
Dizem que facilita.
Dizem que complica.
Eu digo que me irrita.
Quando não passa disso.
E respira fundo, hesita.
A atitude e acção.
São palavras de ordem e anarquia.
Ao Pavão, Pirata, O da Divagação.
Sou de gestos muitas vezes indigestos.
Mas a azia que provoco metaforizando.
É o fogo que acendo maltratando.
As teclas onde te falo.
As mesmas em que me calo.
Escrevo o fogo sem comparação.
Apago-me em Chamas de Incompreensão.
Faço Mil e Uma Palavras.
Em todas elas não chega, nunca.
Nem perto do alvo.
Atiro na Escrita com a mira torta.
Renego e vou divagando, não me interessa.
Faço aqui de conta, que não me importa.
Dizem que complica.
Eu digo que me irrita.
Quando não passa disso.
E respira fundo, hesita.
A atitude e acção.
São palavras de ordem e anarquia.
Ao Pavão, Pirata, O da Divagação.
Sou de gestos muitas vezes indigestos.
Mas a azia que provoco metaforizando.
É o fogo que acendo maltratando.
As teclas onde te falo.
As mesmas em que me calo.
Escrevo o fogo sem comparação.
Apago-me em Chamas de Incompreensão.
Faço Mil e Uma Palavras.
Em todas elas não chega, nunca.
Nem perto do alvo.
Atiro na Escrita com a mira torta.
Renego e vou divagando, não me interessa.
Faço aqui de conta, que não me importa.
sábado, 28 de novembro de 2009
Quando Tudo é Surpresa
Coisas inesperadas
Conhecer no acaso pessoas,
Que a prazo se mostram parecidas.
Egos em baixo, e curativos para feridas.
É sem querer que se sucede a implacável,
Inesperada e inegável,
Cumplicidade de quem conhece sem saber.
Proximidades distantes,
Nada importa, já nem quero saber.
O certo pareceu errado.
Apoiei e teria apoiado,
O indomável Pavão, o Endiabrado.
Hoje vi sem ver e conheci um conhecer.
Foi inesperado o que vi aparecer.
De contradições a surpresas.
Aos predadores e as presas.
Tudo ao contrario.
Sem definição nem dicionário.
As coisas inesperadas, não passam de coincidências.
Conhecer no acaso pessoas,
Que a prazo se mostram parecidas.
Egos em baixo, e curativos para feridas.
É sem querer que se sucede a implacável,
Inesperada e inegável,
Cumplicidade de quem conhece sem saber.
Proximidades distantes,
Nada importa, já nem quero saber.
O certo pareceu errado.
Apoiei e teria apoiado,
O indomável Pavão, o Endiabrado.
Hoje vi sem ver e conheci um conhecer.
Foi inesperado o que vi aparecer.
De contradições a surpresas.
Aos predadores e as presas.
Tudo ao contrario.
Sem definição nem dicionário.
As coisas inesperadas, não passam de coincidências.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Todos os Dias
Não é todos os Dias que se perde,
Uma pessoa como Eu.
Nem todos os Dias que se ganha,
Uma pessoa como Eu.
Isto é presunção oferecida.
É o excerto de um dia de uma vida.
Mas Eu até posso aqui estar todos os Dias.
É bem possível.
Mas também é certo.
Que não estarei todos os Dias.
A querer estar tão perto.
Como hoje quero.
Uma pessoa como Eu.
Nem todos os Dias que se ganha,
Uma pessoa como Eu.
Isto é presunção oferecida.
É o excerto de um dia de uma vida.
Mas Eu até posso aqui estar todos os Dias.
É bem possível.
Mas também é certo.
Que não estarei todos os Dias.
A querer estar tão perto.
Como hoje quero.
Antepassada
Hoje sonhei contigo como se estivesses aqui
Porque sei que estás aqui, sempre estarás.
Sonhei que estava contigo e nunca tinhas partido.
Discutia-mos a tua bondade e pureza de ser.
Não foi estranho, foi normal.
Foi como se nunca tivesses morrido.
Foi natural apreciar a tua companhia.
Por um sonho, começo bem o dia.
Hoje vou ter-te em mente mais do que normal.
Tenho a certeza que vens ao meu lado para onde for.
Foi tão normal ter-te comigo que nem valorizei.
Foi tão bom e simples, que foi só quando acordei.
Nessa altura que abro os olhos e sei que estive a sonhar.
Foi tão igual, que desta vez também não me despedi.
Hoje, divago Eu a minha Alma e todos os do costume.
Avó, hoje Tu estás entre os loucos do teu neto.
Porque sei que estás aqui, sempre estarás.
Sonhei que estava contigo e nunca tinhas partido.
Discutia-mos a tua bondade e pureza de ser.
Não foi estranho, foi normal.
Foi como se nunca tivesses morrido.
Foi natural apreciar a tua companhia.
Por um sonho, começo bem o dia.
Hoje vou ter-te em mente mais do que normal.
Tenho a certeza que vens ao meu lado para onde for.
Foi tão normal ter-te comigo que nem valorizei.
Foi tão bom e simples, que foi só quando acordei.
Nessa altura que abro os olhos e sei que estive a sonhar.
Foi tão igual, que desta vez também não me despedi.
Hoje, divago Eu a minha Alma e todos os do costume.
Avó, hoje Tu estás entre os loucos do teu neto.
Pão de Ontem
Hoje apenas anseio poder.
Poder publicar, não para ser visto.
Poder só porque sim.
E se posso, simplesmente faço.
Ou seja, o que eu hoje escrever.
Seja bom ou mau.
Não será nunca publicado no ponto.
Porque no ponto, seria apenas.
E simplesmente apenas, se fosse posto quente.
Assim, a brasa em que vou divagando.
É como o pão, é bom acabado de fazer,
Por isso hoje não me preocupo com o resultado.
Porque o pão de hoje amanha será a divagação de ontem.
Duro e frio, uma arma de arremesso.
Como palavras que atiro e me atiram.
Mas é crime brincar com a comida.
Mas a fasquia ficou tão subida.
É complicado estar á altura do que de mim esperam.
Não é complicado, desiludir o mundo e assumir a culpa.
Hábito, é o que dizem ser o truque para aguentar o mundo.
Ou seja, sou suspeito para me avaliar a mim.
Ou qualquer outra personagem onde exista.
Mas a minha teimosia é maior.
E quando esperam que desista.
Ela, insiste e faz com que resista.
De novo, faço o inesperado.
E como me tento a mim mesmo.
Hoje guardo o pão de ontem.
E não publico amanha.
Talvez nem publique.
Talvez publique num outro dia qualquer.
Poder publicar, não para ser visto.
Poder só porque sim.
E se posso, simplesmente faço.
Ou seja, o que eu hoje escrever.
Seja bom ou mau.
Não será nunca publicado no ponto.
Porque no ponto, seria apenas.
E simplesmente apenas, se fosse posto quente.
Assim, a brasa em que vou divagando.
É como o pão, é bom acabado de fazer,
Por isso hoje não me preocupo com o resultado.
Porque o pão de hoje amanha será a divagação de ontem.
Duro e frio, uma arma de arremesso.
Como palavras que atiro e me atiram.
Mas é crime brincar com a comida.
Mas a fasquia ficou tão subida.
É complicado estar á altura do que de mim esperam.
Não é complicado, desiludir o mundo e assumir a culpa.
Hábito, é o que dizem ser o truque para aguentar o mundo.
Ou seja, sou suspeito para me avaliar a mim.
Ou qualquer outra personagem onde exista.
Mas a minha teimosia é maior.
E quando esperam que desista.
Ela, insiste e faz com que resista.
De novo, faço o inesperado.
E como me tento a mim mesmo.
Hoje guardo o pão de ontem.
E não publico amanha.
Talvez nem publique.
Talvez publique num outro dia qualquer.
Tocar
As palavras que tocam nas gentes.
O ser que não toca nem se deixa tocar.
Não há intocáveis, ou talvez hajam alguns.
Mas o ser não é um deles.
É apenas, esquivo arisco e desconfiado.
Mas quando se escreve e desenha nas letras…
Toca, ou dizem que toca.
Não sei, imagino apenas quem se deixa tocar.
Imagino parecenças, imagino diferenças.
Imagino eu e imagina quem recebe o toque.
Divagando momentos e características de uma vida insólita.
Cruzo-me com semelhantes, presumo, cruzo-me com quem me vê.
E quem me vê é quem vê alem máscara, é quem vê o são.
O são á vista acompanhado de si mesmo, o louco e o artista.
O que se esconde no ponto final e regressa esquivo ao dia a dia normal.
O ser que não toca nem se deixa tocar.
Não há intocáveis, ou talvez hajam alguns.
Mas o ser não é um deles.
É apenas, esquivo arisco e desconfiado.
Mas quando se escreve e desenha nas letras…
Toca, ou dizem que toca.
Não sei, imagino apenas quem se deixa tocar.
Imagino parecenças, imagino diferenças.
Imagino eu e imagina quem recebe o toque.
Divagando momentos e características de uma vida insólita.
Cruzo-me com semelhantes, presumo, cruzo-me com quem me vê.
E quem me vê é quem vê alem máscara, é quem vê o são.
O são á vista acompanhado de si mesmo, o louco e o artista.
O que se esconde no ponto final e regressa esquivo ao dia a dia normal.
Desafio
Observador crítico atento de redundâncias contínuas.
Subtilmente discreto passo ténue e sem ser notado.
Perdido em mim e em tudo e aparentemente distraído.
Para a descrição perfeita a aparência é camuflagem.
Nunca disperso, é ser pensativo com grande concentração.
Subtilmente discreto passo ténue e sem ser notado.
Perdido em mim e em tudo e aparentemente distraído.
Para a descrição perfeita a aparência é camuflagem.
Nunca disperso, é ser pensativo com grande concentração.
Espécies dominantes.
São aqueles que exercem o seu poder e subjugam os restantes as suas vontades.
Mas, eis que entra em cena uma nova espécie não domina nem se deixa dominar.
Subjugar, também não consta nos seus planos, nem ser subjugado consta.
Esta espécie não ambiciona dominar o mundo nem querer o alheio.
Quer, apenas manter, a sua forma de estar e viver sem que perturbem a sua paz.
Mas essa paz perpétua já não é perpetuada porque a espécie dominante decide interagir.
Mas, eis que entra em cena uma nova espécie não domina nem se deixa dominar.
Subjugar, também não consta nos seus planos, nem ser subjugado consta.
Esta espécie não ambiciona dominar o mundo nem querer o alheio.
Quer, apenas manter, a sua forma de estar e viver sem que perturbem a sua paz.
Mas essa paz perpétua já não é perpetuada porque a espécie dominante decide interagir.
A Voz que não sai
As vezes é complicado explicar o que vai dentro de mim.
Por mais voltas que dê e ginásticas que faça com o meu vocabulário, há coisas, que não são coisas, e sentimentos, que não são sentimentos, difíceis de exteriorizar.
E mesmo quando quero ter força para gritar, para que o mundo não me tome como mais um louco, não consigo.
A voz não sai.
Não fico rouco, nem gaguejo, fico mudo por fora e exaltado por dentro.
Enquanto espero pelo beijo que quero, sem ser capaz de pedi-lo.
Desespero na espera e estou, tudo menos tranquilo.
E mesmo apesar, de na cara aparentar estar calmo e nada me poder abalar, continuo mudo.
Na minha mudez ainda espero por aquele beijo que, imagino apenas, me libertaria desta incapacidade de gritar.
Anseio e semeio o medo no meu fértil interior, onde germinar é fácil e tudo o resto também é fácil, menos gritar.
E nos gritos, de todos aqueles que conseguem gritar, imagino como a minha voz poderia soar, se ao menos eu fosse capaz de gritar.
Resta-me apenas escrever e esperar eu seja capaz.
Mas enquanto esse, tão esperado, dia não chega vou tentando e sei que quando conseguir gritar o mundo inteiro vai parar para me ouvir.
E ai, quando eu for capaz, vou explicar todas essas coisas e sentimentos e pedir o meu beijo.
Por mais voltas que dê e ginásticas que faça com o meu vocabulário, há coisas, que não são coisas, e sentimentos, que não são sentimentos, difíceis de exteriorizar.
E mesmo quando quero ter força para gritar, para que o mundo não me tome como mais um louco, não consigo.
A voz não sai.
Não fico rouco, nem gaguejo, fico mudo por fora e exaltado por dentro.
Enquanto espero pelo beijo que quero, sem ser capaz de pedi-lo.
Desespero na espera e estou, tudo menos tranquilo.
E mesmo apesar, de na cara aparentar estar calmo e nada me poder abalar, continuo mudo.
Na minha mudez ainda espero por aquele beijo que, imagino apenas, me libertaria desta incapacidade de gritar.
Anseio e semeio o medo no meu fértil interior, onde germinar é fácil e tudo o resto também é fácil, menos gritar.
E nos gritos, de todos aqueles que conseguem gritar, imagino como a minha voz poderia soar, se ao menos eu fosse capaz de gritar.
Resta-me apenas escrever e esperar eu seja capaz.
Mas enquanto esse, tão esperado, dia não chega vou tentando e sei que quando conseguir gritar o mundo inteiro vai parar para me ouvir.
E ai, quando eu for capaz, vou explicar todas essas coisas e sentimentos e pedir o meu beijo.
sábado, 21 de novembro de 2009
Tempestades Melodias e Cálculos
Está tudo errado, tenho que sair.
Destas paredes, desta Muralha.
Afastar-me de tudo...
Salvar, ou tentar, é o que me baralha.
Frio da cabeça aos pés.
De pés gelados.
O vento está muito forte.
São tempestades.
Pluralmente singular.
Repetitivamente único.
Os sarilhos cantam no meu ouvido.
Como sereias...
Esta música tem uma melodia problemática.
Prós e contras e objecções favoráveis.
E no fim de contas já sei.
Da formula até ao resultado, conta errada.
Fugir do património.
Ou hospedar-me no manicómio.
São estas as escolhas e sem optação.
Falta o estudo, a vontade e a dedicação.
De calculadora em punho.
Divago enumerando.
Acabo errando e a pouco e pouco.
Vou-me esbarrando.
Vou ficando mais louco.
Mas sempre Divagando.
Destas paredes, desta Muralha.
Afastar-me de tudo...
Salvar, ou tentar, é o que me baralha.
Frio da cabeça aos pés.
De pés gelados.
O vento está muito forte.
São tempestades.
Pluralmente singular.
Repetitivamente único.
Os sarilhos cantam no meu ouvido.
Como sereias...
Esta música tem uma melodia problemática.
Prós e contras e objecções favoráveis.
E no fim de contas já sei.
Da formula até ao resultado, conta errada.
Fugir do património.
Ou hospedar-me no manicómio.
São estas as escolhas e sem optação.
Falta o estudo, a vontade e a dedicação.
De calculadora em punho.
Divago enumerando.
Acabo errando e a pouco e pouco.
Vou-me esbarrando.
Vou ficando mais louco.
Mas sempre Divagando.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Cruzamentos
As pessoas vão e voltam.
Todos os dias me cruzo com as noites.
E em todas as noites me cruzam.
Pessoas que nunca imaginei.
Coisas que nunca antes pensei.
E na direcção que tomo sem rumo.
Assumo um reino onde sou farsante e não rei.
Todas as farsas que vejo.
De beijo em beijo.
Cruzo-me com máscaras de génio.
E não acredito numa Palavra.
Não acredito na Palavra.
O meu génio de Alma.
A minha pessoa e toda a calma.
Tudo isso me cruza com a Musa.
E quero sair da linha.
Quero descambar, encarrilar num trilho.
Mas sei…
Sem dúvidas e se tu duvidas eu não duvido.
Vou acabar sempre, por me cruzar com o sarilho.
Todos os dias me cruzo com as noites.
E em todas as noites me cruzam.
Pessoas que nunca imaginei.
Coisas que nunca antes pensei.
E na direcção que tomo sem rumo.
Assumo um reino onde sou farsante e não rei.
Todas as farsas que vejo.
De beijo em beijo.
Cruzo-me com máscaras de génio.
E não acredito numa Palavra.
Não acredito na Palavra.
O meu génio de Alma.
A minha pessoa e toda a calma.
Tudo isso me cruza com a Musa.
E quero sair da linha.
Quero descambar, encarrilar num trilho.
Mas sei…
Sem dúvidas e se tu duvidas eu não duvido.
Vou acabar sempre, por me cruzar com o sarilho.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Os Complicados
Gostar e não estar no mesmo lado.
Obras-primas, entrançadas umas nas outras.
Três cubos de gelo, um em cada pé.
Respeitador, Sério e Maldito.
O Auto-Proclamado Salvador.
Irreverente e Presunçoso, é.
Tudo isso e acredito…
Acreditamos piamente que gostamos.
Mas da Palavra até a acção.
Nesse espaço…
Metaforizo-me e multiplico-me.
Matematicamente sem fórmula, complico.
O caminho tem Safari, eu sou o Safari.
Tem tudo e não sou nada.
O caminho é vazio e por escrever.
É a Divagação na estrada a percorrer.
Divago descalço de percalço em percalço.
Calos nos pés, e gelo claro.
Cada vez mais duro.
O Pirata e o Palhaço.
Mantêm a face.
O sorriso e o laço.
Intocáveis, inabaláveis.
O complicado e os seus.
Eu e os Meus, Eus.
Obras-primas, entrançadas umas nas outras.
Três cubos de gelo, um em cada pé.
Respeitador, Sério e Maldito.
O Auto-Proclamado Salvador.
Irreverente e Presunçoso, é.
Tudo isso e acredito…
Acreditamos piamente que gostamos.
Mas da Palavra até a acção.
Nesse espaço…
Metaforizo-me e multiplico-me.
Matematicamente sem fórmula, complico.
O caminho tem Safari, eu sou o Safari.
Tem tudo e não sou nada.
O caminho é vazio e por escrever.
É a Divagação na estrada a percorrer.
Divago descalço de percalço em percalço.
Calos nos pés, e gelo claro.
Cada vez mais duro.
O Pirata e o Palhaço.
Mantêm a face.
O sorriso e o laço.
Intocáveis, inabaláveis.
O complicado e os seus.
Eu e os Meus, Eus.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Musas
És salvação, és inspiração.
Musa, que inspira e usa o que suspira.
A ninfa das palavras…
Presença ausente com Espírito livre.
Contigo e por ti escrevo.
Voluntariamente preso.
Musa de cada verso.
E são os olhos,
E são as ideias,
São todas essas coisas as teias.
Teias de inspiração.
Que me amarram.
A mim, a nós.
Em cada Divagação.
Em toda a situação.
Acção, Salvação e perdão.
Conveniência versus Consciência.
És tu o ar que enche o peito do Pavão.
És tu, inflamação.
Pirata Maldito.
Miragem e Covardia.
O dia, a noite.
As Musas, que tu usas.
Musa, que inspira e usa o que suspira.
A ninfa das palavras…
Presença ausente com Espírito livre.
Contigo e por ti escrevo.
Voluntariamente preso.
Musa de cada verso.
E são os olhos,
E são as ideias,
São todas essas coisas as teias.
Teias de inspiração.
Que me amarram.
A mim, a nós.
Em cada Divagação.
Em toda a situação.
Acção, Salvação e perdão.
Conveniência versus Consciência.
És tu o ar que enche o peito do Pavão.
És tu, inflamação.
Pirata Maldito.
Miragem e Covardia.
O dia, a noite.
As Musas, que tu usas.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Relógio
Sim, só paras sem pilha.
E nem por isso o tempo abranda ou empilha
Olho-te e vejo-me nos teus ponteiros.
Vejo-me certo como tu.
Tac Tac, Tac Tac…
Eu tu e o tempo.
Já faz tanto…
Que estamos sintonizados.
E no silêncio da noite.
Enquanto te olho, na tua dança rítmica.
Tac Tac, Tac Tac…
O som do tempo a passar.
Ecoas a musica sozinho.
Como um pêndulo seguro.
Como se conhecesse o caminho.
Passado, Presente e Futuro.
No bolso, no pulso ou na torre.
Tu és a prova viva.
O registo para que viva.
A vida que corre, enquanto o Relógio diz.
Foi assim que fiz.
Ate que o Relógio morre.
Mas o tempo continua.
O Tac Tac, Tac Tac, ainda lá está, mas mudo.
E sem ser contado, o Tempo passa por mim.
Sem o Relógio o tempo passa-me ao lado.
Mas sem Tempo é o meu fim.
E nem por isso o tempo abranda ou empilha
Olho-te e vejo-me nos teus ponteiros.
Vejo-me certo como tu.
Tac Tac, Tac Tac…
Eu tu e o tempo.
Já faz tanto…
Que estamos sintonizados.
E no silêncio da noite.
Enquanto te olho, na tua dança rítmica.
Tac Tac, Tac Tac…
O som do tempo a passar.
Ecoas a musica sozinho.
Como um pêndulo seguro.
Como se conhecesse o caminho.
Passado, Presente e Futuro.
No bolso, no pulso ou na torre.
Tu és a prova viva.
O registo para que viva.
A vida que corre, enquanto o Relógio diz.
Foi assim que fiz.
Ate que o Relógio morre.
Mas o tempo continua.
O Tac Tac, Tac Tac, ainda lá está, mas mudo.
E sem ser contado, o Tempo passa por mim.
Sem o Relógio o tempo passa-me ao lado.
Mas sem Tempo é o meu fim.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Compromisso e Covardia
Sim, tenho um Compromisso com a Covardia.
Pirata sem responsabilidades.
Que de cidade em cidade, em todas as cidades.
Rouba e parte corações.
Salvador sem causa, nem preocupações.
Mil e um saques, mil e um cacos.
Navego á procura por todos os mares.
Navegas perdido para te encontrares.
Navegador inconsciente, mal trata toda a gente.
O Pavão, o Pirata sem nada.
Causa perdida é origem conhecida.
Tantas tempestades, tantos copos de água.
Compromisso, Covardia e mágoa.
Nem rum, nem perna de pau.
Salvador o Pirata, Salvador o Mau.
A desilusão personificada, a pessoa complicada.
Compromissos quebrados.
Corações roubados.
Covardemente, Alma Penada.
Sim, sou o pior do mundo.
Naturalmente que o sei.
Conheço-me tão mal, conheço-me tão bem.
Crucifiquem, critiquem e julguem.
Façam o que entenderem.
Façam-no novamente, quando acharem que me sabem.
Comandante da descoragem.
O Salvador, a miragem.
Pirata sem responsabilidades.
Que de cidade em cidade, em todas as cidades.
Rouba e parte corações.
Salvador sem causa, nem preocupações.
Mil e um saques, mil e um cacos.
Navego á procura por todos os mares.
Navegas perdido para te encontrares.
Navegador inconsciente, mal trata toda a gente.
O Pavão, o Pirata sem nada.
Causa perdida é origem conhecida.
Tantas tempestades, tantos copos de água.
Compromisso, Covardia e mágoa.
Nem rum, nem perna de pau.
Salvador o Pirata, Salvador o Mau.
A desilusão personificada, a pessoa complicada.
Compromissos quebrados.
Corações roubados.
Covardemente, Alma Penada.
Sim, sou o pior do mundo.
Naturalmente que o sei.
Conheço-me tão mal, conheço-me tão bem.
Crucifiquem, critiquem e julguem.
Façam o que entenderem.
Façam-no novamente, quando acharem que me sabem.
Comandante da descoragem.
O Salvador, a miragem.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Corpo e Alma
Não sei se é Corpo ou Alma o que me possui.
Asperamente aprazível, é incrível.
Setenta e Um a terra do Terrível ou Seis como Rei onde fui.
Desconhecimento, sentimento luso de busca e descobrimento.
Com todos os Adamastores virados Boa Esperança.
Grande é a viagem em loucura e comprimento.
Com musica, divertimento e até a exaustão claro, a dança.
Esgotam-se os números e todos os truques de magia.
O Mago Pavão, vai pelas ruas.
Passa a Praça, bebe chá e passeia-se por travessas.
A noite é fria, mas já foi mais fria.
O corpo acompanha a Alma, que o acompanha.
Mago e Matreiro, o gelo derrete com astúcia a manha.
E nós estamos bem aqui contigo, também.
Por isso estamos aqui todos, a circular nas travessas do Património.
A criar herança para partilhar depois.
Porque sois Tu e Eu o meu Corpo e Alma.
As vezes perto e longe, outras longe e perto.
Divago daqui para onde aqueço os pés.
Divago contigo, porque sei que és…
Corpo e Alma
Asperamente aprazível, é incrível.
Setenta e Um a terra do Terrível ou Seis como Rei onde fui.
Desconhecimento, sentimento luso de busca e descobrimento.
Com todos os Adamastores virados Boa Esperança.
Grande é a viagem em loucura e comprimento.
Com musica, divertimento e até a exaustão claro, a dança.
Esgotam-se os números e todos os truques de magia.
O Mago Pavão, vai pelas ruas.
Passa a Praça, bebe chá e passeia-se por travessas.
A noite é fria, mas já foi mais fria.
O corpo acompanha a Alma, que o acompanha.
Mago e Matreiro, o gelo derrete com astúcia a manha.
E nós estamos bem aqui contigo, também.
Por isso estamos aqui todos, a circular nas travessas do Património.
A criar herança para partilhar depois.
Porque sois Tu e Eu o meu Corpo e Alma.
As vezes perto e longe, outras longe e perto.
Divago daqui para onde aqueço os pés.
Divago contigo, porque sei que és…
Corpo e Alma
sábado, 31 de outubro de 2009
Água e Azeite
Solução heterogénea é a insolúvel e díspar combinação.
São os líquidos que se separam por mais que os juntem.
A temperatura aquece e arrefece e divisão, permanece.
Ebulições, justificações e até conspirações, não permitem.
Nem sempre é na nudez do olho que vejo e olho.
Mas a mistura parece não dar.
Num primeiro momento avista-se…
Algo que no segundo olhar é nítido.
As teias que prendem e puxam e empurram e libertam,
Em direcções erradas e sem consenso.
Por isso, paro, penso, mereço.
Chuva e Óleo podiam combinar.
Se fosse tudo possível de homogeneizar.
Na directa ingerência do sentido.
Água e Azeite, o composto que ainda não está diluído.
São os líquidos que se separam por mais que os juntem.
A temperatura aquece e arrefece e divisão, permanece.
Ebulições, justificações e até conspirações, não permitem.
Nem sempre é na nudez do olho que vejo e olho.
Mas a mistura parece não dar.
Num primeiro momento avista-se…
Algo que no segundo olhar é nítido.
As teias que prendem e puxam e empurram e libertam,
Em direcções erradas e sem consenso.
Por isso, paro, penso, mereço.
Chuva e Óleo podiam combinar.
Se fosse tudo possível de homogeneizar.
Na directa ingerência do sentido.
Água e Azeite, o composto que ainda não está diluído.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
O Pavão Presunção
Valorizas-te tanto que até o nome é presunção.
Pavão de Peito Feito, Salvador sem Salvação.
Mas a verdade é que tens valor e não esperas reconhecimento.
Tal como é que és duro como o gelo e frio como o cimento.
É possível que seja ao contrário?
Possível seria, se eu estivesse enganado.
Assim está correcto tal como eu estou endiabrado.
Possuído por esta divagação, escrevia o meu dicionário.
Era no entanto, complicado que o interpretassem.
Já que, por metade das vezes nem eu a mim me entendo.
Como poderia eu permitir que na minha mente entrassem?
Como seria possível que comprassem o peixe que vendo?
Houve o que pregou aos peixes.
Aqui me eis a pregar para ti só para que não me deixes.
A ti, tu Salvador de ti mesmo, tu que danças na linha da loucura.
Eu, que por vezes pareço são.
O Pavão Vaidoso, Orgulhoso e sim… Teimoso.
Esquizofrénico e doente, sou eu, o autor desta louca dança.
É esquizofrenia consciente num encontro no parque.
Olho em redor e vejo-me em toda a parte.
Doido nas conversas comigo próprio
Esgoto-me e torno-me impróprio.
E antes que me torne insuportável aos meus padrões.
Retiro-me sem Salvações, eu, o Rei dos Pavões.
Pavão de Peito Feito, Salvador sem Salvação.
Mas a verdade é que tens valor e não esperas reconhecimento.
Tal como é que és duro como o gelo e frio como o cimento.
É possível que seja ao contrário?
Possível seria, se eu estivesse enganado.
Assim está correcto tal como eu estou endiabrado.
Possuído por esta divagação, escrevia o meu dicionário.
Era no entanto, complicado que o interpretassem.
Já que, por metade das vezes nem eu a mim me entendo.
Como poderia eu permitir que na minha mente entrassem?
Como seria possível que comprassem o peixe que vendo?
Houve o que pregou aos peixes.
Aqui me eis a pregar para ti só para que não me deixes.
A ti, tu Salvador de ti mesmo, tu que danças na linha da loucura.
Eu, que por vezes pareço são.
O Pavão Vaidoso, Orgulhoso e sim… Teimoso.
Esquizofrénico e doente, sou eu, o autor desta louca dança.
É esquizofrenia consciente num encontro no parque.
Olho em redor e vejo-me em toda a parte.
Doido nas conversas comigo próprio
Esgoto-me e torno-me impróprio.
E antes que me torne insuportável aos meus padrões.
Retiro-me sem Salvações, eu, o Rei dos Pavões.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Insónia Aparatosa
O Aparato que vai nesta Insónia continuada.
Cansado no corpo e com a Alma esgotada.
O Aparato não pára e a máquina não adormece.
O corpo está fraco e sem combustível.
Está esgotado e a queimar o fusível.
Mata a Alma do Libertador que se esmorece.
A festa é na mente extasiada pelo desgaste.
O Dormir de Olhos Acordados e Acordar de Olhos Adormecidos.
O não dormir dos neurónios enfurecidos.
Enfurecido não é o termo, é acordado num longo termo.
E sem ter-mos termos metemos termo ao Aparato sem término.
Somos nós: Eu, a minha Alma, o cansaço e a Divagação.
Não sei quantos regressam, mas pelo menos uns de nós voltarão.
O ruído silencia-se e agora nada seria melhor, se também a Insónia se fosse.
Guardo, publico, desligo e fico sem combustível.
A todos até…que o próximo Aparato se faça visível.
Cansado no corpo e com a Alma esgotada.
O Aparato não pára e a máquina não adormece.
O corpo está fraco e sem combustível.
Está esgotado e a queimar o fusível.
Mata a Alma do Libertador que se esmorece.
A festa é na mente extasiada pelo desgaste.
O Dormir de Olhos Acordados e Acordar de Olhos Adormecidos.
O não dormir dos neurónios enfurecidos.
Enfurecido não é o termo, é acordado num longo termo.
E sem ter-mos termos metemos termo ao Aparato sem término.
Somos nós: Eu, a minha Alma, o cansaço e a Divagação.
Não sei quantos regressam, mas pelo menos uns de nós voltarão.
O ruído silencia-se e agora nada seria melhor, se também a Insónia se fosse.
Guardo, publico, desligo e fico sem combustível.
A todos até…que o próximo Aparato se faça visível.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Regressar
É voltar enraivecido e descarregar nas teclas do costume.
Não é enraivecido é apenas com alguma gana.
Regressar com letras de estrume.
A gana com que me atiro em letras que vou agredindo.
Até que a sova resulte numa divagação bacana.
Pouco convencional e com um ritmo inexplicável.
O regresso dos devaneios de um Salvador que não salva a dor.
Sem salvações e com a Alma transformada.
Alterada numa outra coisa, num nascer de outra Alma penada.
Divagações sem sentido, ou algum, para quem tem sentido.
Regressar para me retirar.
Falta a motivação com que poderia realizar.
Assim vou divagando em ritmo alentejano.
Bloqueado e com os dedos perros tento voltar.
Simplesmente não da, parece que acabou o tempo das divagações.
Sinto que me aproximo da era da realização.
O ideal seria matar a leveza das palavras que tenho oferecido.
É altura de ir aos projectos, concretizar obras primas.
Não me sai a vontade, não me sai nem Palavra nem magia.
Fogem-me os pensamentos em linhas que se partem quando puxo ideias.
Será isto que tenho diante a minha vista? Será a morte do artista?
Pode ser tudo na vista e morte duma era que já era, mas artista nunca foi.
Talvez o Salvador se tenha salvo das Divagações.
Talvez seja tempo de nascer outro ser que expresse o que o Salvador não vê.
Regressar, duma Ausência que se fixou e habituou ao vazio.
Regressar ás Divagações que estão por um fio.
Não é enraivecido é apenas com alguma gana.
Regressar com letras de estrume.
A gana com que me atiro em letras que vou agredindo.
Até que a sova resulte numa divagação bacana.
Pouco convencional e com um ritmo inexplicável.
O regresso dos devaneios de um Salvador que não salva a dor.
Sem salvações e com a Alma transformada.
Alterada numa outra coisa, num nascer de outra Alma penada.
Divagações sem sentido, ou algum, para quem tem sentido.
Regressar para me retirar.
Falta a motivação com que poderia realizar.
Assim vou divagando em ritmo alentejano.
Bloqueado e com os dedos perros tento voltar.
Simplesmente não da, parece que acabou o tempo das divagações.
Sinto que me aproximo da era da realização.
O ideal seria matar a leveza das palavras que tenho oferecido.
É altura de ir aos projectos, concretizar obras primas.
Não me sai a vontade, não me sai nem Palavra nem magia.
Fogem-me os pensamentos em linhas que se partem quando puxo ideias.
Será isto que tenho diante a minha vista? Será a morte do artista?
Pode ser tudo na vista e morte duma era que já era, mas artista nunca foi.
Talvez o Salvador se tenha salvo das Divagações.
Talvez seja tempo de nascer outro ser que expresse o que o Salvador não vê.
Regressar, duma Ausência que se fixou e habituou ao vazio.
Regressar ás Divagações que estão por um fio.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Quando O Maldito Não Dorme
Os meus sonhos divagaram para longe do que me cansava.
E em sonhos vagueei pelo frio até que o mesmo me acordou.
Era uma corrente de ar que me atormentava.
Acordo para me tapar e por azar desperto para um debate.
O embate em que me encontro mergulha-me a mente em café.
Com toda a adrenalina a voar nesta mente maldita, o sono foge.
Entre silêncios, ironias e acusações vou despertando.
Entre tudo isto, surge a insónia.
Com meio sono feito e as acusações de café a efeito e meio.
O debate chega ao fim.
Mas com contas para fazer aos meios sonos e a vaguear deitado.
Salvo-me do meu stress, vou usar a receita infalível.
Divago nas teclas até o café ser batível.
Reforço o meio sono quase sem esforço.
Atesto de cansaço divagando para o sono.
É o truque secreto, certo e seguro.
É nele que aposto…
…quando o Maldito não dorme.
E em sonhos vagueei pelo frio até que o mesmo me acordou.
Era uma corrente de ar que me atormentava.
Acordo para me tapar e por azar desperto para um debate.
O embate em que me encontro mergulha-me a mente em café.
Com toda a adrenalina a voar nesta mente maldita, o sono foge.
Entre silêncios, ironias e acusações vou despertando.
Entre tudo isto, surge a insónia.
Com meio sono feito e as acusações de café a efeito e meio.
O debate chega ao fim.
Mas com contas para fazer aos meios sonos e a vaguear deitado.
Salvo-me do meu stress, vou usar a receita infalível.
Divago nas teclas até o café ser batível.
Reforço o meio sono quase sem esforço.
Atesto de cansaço divagando para o sono.
É o truque secreto, certo e seguro.
É nele que aposto…
…quando o Maldito não dorme.
sábado, 22 de agosto de 2009
Nova Palavra
A Palavra é tudo aquilo que já foi dito.
A Palavra é mais que tudo isso e nisso acredito.
Mas e quando sinto algo que desconheço?
É essa Palavra que cresce dentro de mim.
A Nova Palavra, pronta a ser criada.
Pergunto-me se mereço…
Esta novidade que bate dentro de mim de forma forte.
Devo ter feito o bem, suponho, para ser digno desta sorte.
Quero baptizar a Palavra com um nome tão bonito como ela.
Mas as letras agrupam-se em milhões de Palavras e nenhuma chega.
Nem todas as Palavras quanto mais uma.
O que é certo é que há algo novo e que espera registo.
É um sentimento tão belo como a Portuguesa e ainda não foi apelidado.
Poderia correr dicionários de todas as línguas, poderia criar uma língua.
Mas não posso criar o nome que sinto.
Grandioso este puro sentir que estupidamente me faz sorrir.
Podia tentar, mas não me atrevo.
Quando a Palavra se inova, cresce e dá lugar a uma Nova.
Questiono-me se serei merecedor do que me eleva, não sei…
Mas não tenho poder para inventar uma Palavra que mereça tanta força.
A Palavra é a força do bem e mal, como já foi divagado.
Mas a Palavra não chega para um ser apaixonado.
A Palavra é mais que tudo isso e nisso acredito.
Mas e quando sinto algo que desconheço?
É essa Palavra que cresce dentro de mim.
A Nova Palavra, pronta a ser criada.
Pergunto-me se mereço…
Esta novidade que bate dentro de mim de forma forte.
Devo ter feito o bem, suponho, para ser digno desta sorte.
Quero baptizar a Palavra com um nome tão bonito como ela.
Mas as letras agrupam-se em milhões de Palavras e nenhuma chega.
Nem todas as Palavras quanto mais uma.
O que é certo é que há algo novo e que espera registo.
É um sentimento tão belo como a Portuguesa e ainda não foi apelidado.
Poderia correr dicionários de todas as línguas, poderia criar uma língua.
Mas não posso criar o nome que sinto.
Grandioso este puro sentir que estupidamente me faz sorrir.
Podia tentar, mas não me atrevo.
Quando a Palavra se inova, cresce e dá lugar a uma Nova.
Questiono-me se serei merecedor do que me eleva, não sei…
Mas não tenho poder para inventar uma Palavra que mereça tanta força.
A Palavra é a força do bem e mal, como já foi divagado.
Mas a Palavra não chega para um ser apaixonado.
Ausência
Sei que me ausentei das divagações por uns tempos.
Por isso quero agora no regresso deixar umas palavras…
Antes de mais, faço notar que estou nas divagações há cerca de um ano, celebrado este mês.
Quero, ainda, pedir desculpas a quem sentiu a falta das minhas palavras, mas não só, quero desculpar-me também aqueles que por alguma razão antipatizam comigo e que querem que morra, longe de preferência, porque voltei…
Depois das desculpas pedidas, lembro que, tal como podem confirmar, a minha primeira divagação foi sobre a Palavra, e para celebrar este primeiro aniversário do meu, nosso blogue sem salvação possível farei de seguida uma nova divagação sobre a Palavra e o que dela retiro hoje.
Desculpas pedidas, umas com e outras sem ironia.
O divagador, o maldito Salvador.
Por isso quero agora no regresso deixar umas palavras…
Antes de mais, faço notar que estou nas divagações há cerca de um ano, celebrado este mês.
Quero, ainda, pedir desculpas a quem sentiu a falta das minhas palavras, mas não só, quero desculpar-me também aqueles que por alguma razão antipatizam comigo e que querem que morra, longe de preferência, porque voltei…
Depois das desculpas pedidas, lembro que, tal como podem confirmar, a minha primeira divagação foi sobre a Palavra, e para celebrar este primeiro aniversário do meu, nosso blogue sem salvação possível farei de seguida uma nova divagação sobre a Palavra e o que dela retiro hoje.
Desculpas pedidas, umas com e outras sem ironia.
O divagador, o maldito Salvador.
domingo, 5 de julho de 2009
Ferimentos Secos
Há feridas que queremos que não sanem.
Há aquelas que curamos sem querer.
Brincamos com os golpes e apreciamos a dor.
Paramos as brincadeiras porque dói demais.
Se não fizer a cura de forma acertada vai infectar.
Infecta e contagia a dor até o espelho sangrar.
Quando o espelho fica sem sangue, a dor foge.
O Salvador deixou fechar a dor e aguentou a infecção.
Divagou ferido enquanto pedia salvação.
O ferimento cicatrizou e sanou a peste.
Vagueei, deambulando doente, mas sobrevivi ao teste.
É uma marca que fica no corpo.
Desinfecta-se com Asneiras, copos cheios delas.
Divagações e ligaduras e loucuras sem curas.
A Água suja e impotável não cura as mazelas.
As Asneiras são piores com gelo.
O corpo aguenta, a marca esvanece.
A ferida seca e a dor desaparece.
Divagações lusitanas.
Chaga salgada, Portuguesa…
Vou deixar secar o ferimento, de certeza.
Há aquelas que curamos sem querer.
Brincamos com os golpes e apreciamos a dor.
Paramos as brincadeiras porque dói demais.
Se não fizer a cura de forma acertada vai infectar.
Infecta e contagia a dor até o espelho sangrar.
Quando o espelho fica sem sangue, a dor foge.
O Salvador deixou fechar a dor e aguentou a infecção.
Divagou ferido enquanto pedia salvação.
O ferimento cicatrizou e sanou a peste.
Vagueei, deambulando doente, mas sobrevivi ao teste.
É uma marca que fica no corpo.
Desinfecta-se com Asneiras, copos cheios delas.
Divagações e ligaduras e loucuras sem curas.
A Água suja e impotável não cura as mazelas.
As Asneiras são piores com gelo.
O corpo aguenta, a marca esvanece.
A ferida seca e a dor desaparece.
Divagações lusitanas.
Chaga salgada, Portuguesa…
Vou deixar secar o ferimento, de certeza.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Coisas Inversas
O domínio que tinha é quem hoje me controla.
O controlo que possuía, a dominação que me possui.
A segurança que me marcava é a incerteza que me demarca.
Na livre perspectiva, vejo-me preso a uma vista.
Perdi o palco e o publico, deixei de ser artista.
Encontrei quem queria e perdi-me de quem achei.
Inverti o processo irreversível.
Não me governo desgovernado e o que sabia já não sei.
E caí do trono onde a mim me desinstalei.
Agora vejo a perda que não pensei ser possível.
Inverso e dominado, teclo calado o que sinto num mundo trocado.
Preso na liberdade adquirida pela atenção que não foi cedida.
Necessito do que foi necessitado e divago inversamente.
Gelo com o lume que me queima e ardo com o gelo.
Insisto, não desisto, resisto com teima.
O Salvador por salvar divaga discordante.
Vagueia descalço e num sentido arbitrário.
A lógica que via está agora ao contrário.
Os momentos são horas.
O bom é o mau.
O controlo que possuía, a dominação que me possui.
A segurança que me marcava é a incerteza que me demarca.
Na livre perspectiva, vejo-me preso a uma vista.
Perdi o palco e o publico, deixei de ser artista.
Encontrei quem queria e perdi-me de quem achei.
Inverti o processo irreversível.
Não me governo desgovernado e o que sabia já não sei.
E caí do trono onde a mim me desinstalei.
Agora vejo a perda que não pensei ser possível.
Inverso e dominado, teclo calado o que sinto num mundo trocado.
Preso na liberdade adquirida pela atenção que não foi cedida.
Necessito do que foi necessitado e divago inversamente.
Gelo com o lume que me queima e ardo com o gelo.
Insisto, não desisto, resisto com teima.
O Salvador por salvar divaga discordante.
Vagueia descalço e num sentido arbitrário.
A lógica que via está agora ao contrário.
Os momentos são horas.
O bom é o mau.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A Portuguesa
É doce, meiga e é mulher.
É o sangue lusitano do fado e do lume.
A mulher portuguesa é a tradição e beleza em dois planos.
Por dentro, não há descrição, um coração.
Por fora, é o seu longo cabelo castanho.
São os seus olhos que brilham a combinar.
O peito que se une a um total fenomenal.
Contornos ricos em adornos detalhados.
A portuguesa não precisa de rimar.
A representação do que melhor há em Portugal.
Ela é a exemplar perfeita de um coração perfeito.
É postura, segurança e classe.
Portuguesa é o melhor adjectivo para atribuir.
É a alma que faz a minha metade sorrir.
De forma desenhada, a portuguesa é arte.
É única com a sua plural singularidade.
É muito em poucas palavras, é a lusa saudade.
É o sangue lusitano do fado e do lume.
A mulher portuguesa é a tradição e beleza em dois planos.
Por dentro, não há descrição, um coração.
Por fora, é o seu longo cabelo castanho.
São os seus olhos que brilham a combinar.
O peito que se une a um total fenomenal.
Contornos ricos em adornos detalhados.
A portuguesa não precisa de rimar.
A representação do que melhor há em Portugal.
Ela é a exemplar perfeita de um coração perfeito.
É postura, segurança e classe.
Portuguesa é o melhor adjectivo para atribuir.
É a alma que faz a minha metade sorrir.
De forma desenhada, a portuguesa é arte.
É única com a sua plural singularidade.
É muito em poucas palavras, é a lusa saudade.
domingo, 21 de junho de 2009
Perspectivas Genuínas
Errei, neguei e nego até a morte.
Um erro fatal em que fiquei sem norte.
Mas não foi mentira nem foi uso.
Foi real e por vezes confuso.
Não foi perdido nem será esquecido.
Fui salvo no tempo vivido.
Se tivesse confessado não teria vivido o tempo.
E por isso nego convicto.
O veneno foi mais forte que o erro.
E na verdade não há palavras que santifiquem.
Há apenas as palavras que não menti.
As palavras verdadeiras quando falei o que sentia por ti.
Sei genuinamente que foi puro o que senti no peito e na mente.
Foi na fatalidade de um erro imperdoável, que guardei para mim.
Foi por guardar para mim que ainda vivi até ao fim.
Não esqueças porque eu não vou esquecer.
Ou esquece, se for mais importante um erro de percurso, que o caminho em si.
Um erro fatal em que fiquei sem norte.
Mas não foi mentira nem foi uso.
Foi real e por vezes confuso.
Não foi perdido nem será esquecido.
Fui salvo no tempo vivido.
Se tivesse confessado não teria vivido o tempo.
E por isso nego convicto.
O veneno foi mais forte que o erro.
E na verdade não há palavras que santifiquem.
Há apenas as palavras que não menti.
As palavras verdadeiras quando falei o que sentia por ti.
Sei genuinamente que foi puro o que senti no peito e na mente.
Foi na fatalidade de um erro imperdoável, que guardei para mim.
Foi por guardar para mim que ainda vivi até ao fim.
Não esqueças porque eu não vou esquecer.
Ou esquece, se for mais importante um erro de percurso, que o caminho em si.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Janelas
Olho-me nos olhos em frente a um espelho.
Estes espelham cruzamentos de luzes sem fim.
Abro as janelas da minha Alma e vejo para dentro de mim.
Espreito e não entro, barro-me a mim mesmo por instinto.
Desconheço por completo a profundidade da visão.
Pela janela aberta há apenas algo que me desperta.
O nada de uma Alma vazia entre copos e divagações.
Perco o pudor e tento novamente.
Olho até os olhos pestanejarem e fecharem a janela a minha frente.
Mais uma vez apenas consegui espiar alguns instantes.
Mas desta vez não desisto porque vi mais do que antes.
A derradeira visão, vou partir os vidros e forçar a entrada na minha mente.
Entro e tropeço na entrada para uma queda no escuro onde flutuo.
Entre copos, asneiras e repetições vou voando por entre divagações passadas.
Até que o, inevitável, impacto me projecta novamente para fora de mim.
Saio pela janela forçada e através dos cacos concluo.
A janela estava fechada porque não sou bem-vindo ao meu interior.
É mais que certo, que o melhor é puxar o meu interior ao exterior.
Janelas de salvação de uma Alma divagante são apenas para vigiar.
Afasto-me entre estilhaços que espelham os meus movimentos de abandono.
Disciplino-me enquanto me dirijo para a saída, até ao dia que volto.
Estes espelham cruzamentos de luzes sem fim.
Abro as janelas da minha Alma e vejo para dentro de mim.
Espreito e não entro, barro-me a mim mesmo por instinto.
Desconheço por completo a profundidade da visão.
Pela janela aberta há apenas algo que me desperta.
O nada de uma Alma vazia entre copos e divagações.
Perco o pudor e tento novamente.
Olho até os olhos pestanejarem e fecharem a janela a minha frente.
Mais uma vez apenas consegui espiar alguns instantes.
Mas desta vez não desisto porque vi mais do que antes.
A derradeira visão, vou partir os vidros e forçar a entrada na minha mente.
Entro e tropeço na entrada para uma queda no escuro onde flutuo.
Entre copos, asneiras e repetições vou voando por entre divagações passadas.
Até que o, inevitável, impacto me projecta novamente para fora de mim.
Saio pela janela forçada e através dos cacos concluo.
A janela estava fechada porque não sou bem-vindo ao meu interior.
É mais que certo, que o melhor é puxar o meu interior ao exterior.
Janelas de salvação de uma Alma divagante são apenas para vigiar.
Afasto-me entre estilhaços que espelham os meus movimentos de abandono.
Disciplino-me enquanto me dirijo para a saída, até ao dia que volto.
Humor
Perco o sentido ao ver os sintomas que o País nos dá a sentir.
Gostava de o manter, mas nem nos sonhos dá para ver e sorrir.
Mesmo o bem disposto uns trocos contados no bolso.
Sofre porque alguém mata a disposição com a imposição de mais um imposto.
São as desgraças de uma vida desgraçada, onde te matas a trabalhar e morres sem nada.
Nada nem para ti nem para os que ficam, no fundo até tem graça.
Por mais que prometam que passa e que a balança equilibra.
São só anedotas, que mais querem que diga? É mentira!
Não é hilariante crescer a ver o crime como única opção.
Viver uma vida com os joelhos pregados no chão.
Preso sem sentido, divago quando os olhos só captam o terror.
Enquanto uma meia dúzia sorri e vive bem e contente.
A maioria se vive mais um dia na miséria, mas nem a sorte sorri para o crente.
São os que sentem na pele a gripe duma Nação, são os vagueiam descalços no chão.
São os pés descalços que sofrem os percalços que os calçados que impõem.
Foi imposto e não sei por quem, que uns nada e outros tudo podem.
Se a vida facilitasse quando os palhaços ironizam.
Havia para todos, e não faltava aqueles que agora precisam.
Gostava de o manter, mas nem nos sonhos dá para ver e sorrir.
Mesmo o bem disposto uns trocos contados no bolso.
Sofre porque alguém mata a disposição com a imposição de mais um imposto.
São as desgraças de uma vida desgraçada, onde te matas a trabalhar e morres sem nada.
Nada nem para ti nem para os que ficam, no fundo até tem graça.
Por mais que prometam que passa e que a balança equilibra.
São só anedotas, que mais querem que diga? É mentira!
Não é hilariante crescer a ver o crime como única opção.
Viver uma vida com os joelhos pregados no chão.
Preso sem sentido, divago quando os olhos só captam o terror.
Enquanto uma meia dúzia sorri e vive bem e contente.
A maioria se vive mais um dia na miséria, mas nem a sorte sorri para o crente.
São os que sentem na pele a gripe duma Nação, são os vagueiam descalços no chão.
São os pés descalços que sofrem os percalços que os calçados que impõem.
Foi imposto e não sei por quem, que uns nada e outros tudo podem.
Se a vida facilitasse quando os palhaços ironizam.
Havia para todos, e não faltava aqueles que agora precisam.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Asneiras
Encontro o sarcasmo no fundo de um copo.
Até chegar ao fundo ingeri asneiras com gelo.
E esse copo que como os poços, tem um fundo.
Esse copo…
As asneiras dentro de um poço, são tantas que perco a conta.
Ao fim ao cabo andei a dançar no gelo até cair na asneira.
Depois da queda, o mar de asneiras faz com que me afogue.
Mas sem morrer afogado, já tenho o pé na base.
Não há mais aquele risco de afogamento.
Mas também já não há asneiras, afoguei-me nelas até ficar grogue.
Preso num copo onde me encontro com o meu reflexo.
Eu, o meu reflexo, o sarcasmo e a minha alma lá em cima.
Bem na borda do copo a minha alma chama por mim.
Embriagado com as asneiras e com o sarcasmo.
Hipnotizado pelo meu reflexo, gostava de poder encher o copo de asneiras novamente.
Assim era capaz de, sobre elas e sem as consumir, erguer-me e da prisão sair.
Assim libertava-me daquele copo sarcástico.
Até chegar ao fundo ingeri asneiras com gelo.
E esse copo que como os poços, tem um fundo.
Esse copo…
As asneiras dentro de um poço, são tantas que perco a conta.
Ao fim ao cabo andei a dançar no gelo até cair na asneira.
Depois da queda, o mar de asneiras faz com que me afogue.
Mas sem morrer afogado, já tenho o pé na base.
Não há mais aquele risco de afogamento.
Mas também já não há asneiras, afoguei-me nelas até ficar grogue.
Preso num copo onde me encontro com o meu reflexo.
Eu, o meu reflexo, o sarcasmo e a minha alma lá em cima.
Bem na borda do copo a minha alma chama por mim.
Embriagado com as asneiras e com o sarcasmo.
Hipnotizado pelo meu reflexo, gostava de poder encher o copo de asneiras novamente.
Assim era capaz de, sobre elas e sem as consumir, erguer-me e da prisão sair.
Assim libertava-me daquele copo sarcástico.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Safari
Sou selvagem e pouco recomendado.
Vivo bem presente das minhas opções.
Escolho o trilho que até me pode trazer sarilho.
Mas a minha salvação é a minha sorte.
Vou no meio do mato sem nunca perder o norte.
Uma vez afirmaram uma igualdade inexistente.
Uma vez disseram mais do que deviam.
Eu sou o trilho que dança entre o abismo e a selva.
Sou o caminho acidentado em que a minha alma se eleva.
Acendo um destino arriscado.
De tiro em tiro que tiro, saboreio.
Podem dizer que é safari, para mim é recreio.
Sou a fauna e sou liberdade.
Sou a alma ao horizonte.
A vida vive-me feliz no seu curso.
Não tenho medo do caminho.
E pela terra que derrapa, só paro no cimo do monte.
Uma divagação sem carta nem estrada.
Pelo mato vivo conduzindo.
Sei que um dia a salvação estará a minha espera.
O arrependimento, não conheço.
E que eu fosse alcatrão, quem te dera.
Vivo bem presente das minhas opções.
Escolho o trilho que até me pode trazer sarilho.
Mas a minha salvação é a minha sorte.
Vou no meio do mato sem nunca perder o norte.
Uma vez afirmaram uma igualdade inexistente.
Uma vez disseram mais do que deviam.
Eu sou o trilho que dança entre o abismo e a selva.
Sou o caminho acidentado em que a minha alma se eleva.
Acendo um destino arriscado.
De tiro em tiro que tiro, saboreio.
Podem dizer que é safari, para mim é recreio.
Sou a fauna e sou liberdade.
Sou a alma ao horizonte.
A vida vive-me feliz no seu curso.
Não tenho medo do caminho.
E pela terra que derrapa, só paro no cimo do monte.
Uma divagação sem carta nem estrada.
Pelo mato vivo conduzindo.
Sei que um dia a salvação estará a minha espera.
O arrependimento, não conheço.
E que eu fosse alcatrão, quem te dera.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Ponderar
Eu pondero, tu ponderas, nós ponderamos e já todos ponderam.
Pondero em conversas sobre sugestões e televisão em movimento.
Pondero divagações e o que sou no momento.
O que sou no momento é porque já o fui e porque sempre o serei.
Há ponderações sobre nós mesmos, outras sobre os outros.
Sobre o que nos motiva, o que nos trava e sobre tudo o resto que não da para descrever.
Talvez dê, talvez seja a falta de inspiração, mas eu pondero porque quero divagar.
E por isso não vou parar e escrevo com atenção ao que me rodeia e alheio a mim mesmo.
Mas escrevo para mim e para todos e por mim e por todos.
Escrevo porque posso ponderar a vontade.
Divago num casamento entre quem sou, quem devia e quem queria ser.
Gostava de ser um génio, gostava de me compreender, mas como dizem em ponderações a complexidade poderá ser um dos meus travões.
Ponderar é supor e errar.
É tentar sem medo de falhar.
É talvez, acertar.
Não sei, imagino e divago, falo sem certeza, lá estou eu, suponho, a ponderar.
Pondero em conversas sobre sugestões e televisão em movimento.
Pondero divagações e o que sou no momento.
O que sou no momento é porque já o fui e porque sempre o serei.
Há ponderações sobre nós mesmos, outras sobre os outros.
Sobre o que nos motiva, o que nos trava e sobre tudo o resto que não da para descrever.
Talvez dê, talvez seja a falta de inspiração, mas eu pondero porque quero divagar.
E por isso não vou parar e escrevo com atenção ao que me rodeia e alheio a mim mesmo.
Mas escrevo para mim e para todos e por mim e por todos.
Escrevo porque posso ponderar a vontade.
Divago num casamento entre quem sou, quem devia e quem queria ser.
Gostava de ser um génio, gostava de me compreender, mas como dizem em ponderações a complexidade poderá ser um dos meus travões.
Ponderar é supor e errar.
É tentar sem medo de falhar.
É talvez, acertar.
Não sei, imagino e divago, falo sem certeza, lá estou eu, suponho, a ponderar.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Escritor
O escritor, é um sujeito que escreve.
O escritor escreve histórias inimagináveis.
Coisas da cabeça de quem escreve.
Aquele que escreve o que vê.
Ou aquilo que sonha, ou aquilo que gostava de não ver.
O escritor fantasia palavras mágicas com cartolas silábicas.
Entre as vírgulas e as suas metaforizações, um escritor verbaliza divagações.
O escritor é livre quando escreve.
Um escritor, não é um artista, é sim, um escravo das palavras.
Um escravo livre nas transfigurações que torna reais sempre que versa.
Escritor, não é quem domina as palavras, é aquele que por elas é dominado.
Escritor, não precisa de reconhecimento, precisa de escrever.
O escritor, vive entre a nascença e a morte com sorte, se puder escrever.
O escritor escreve histórias inimagináveis.
Coisas da cabeça de quem escreve.
Aquele que escreve o que vê.
Ou aquilo que sonha, ou aquilo que gostava de não ver.
O escritor fantasia palavras mágicas com cartolas silábicas.
Entre as vírgulas e as suas metaforizações, um escritor verbaliza divagações.
O escritor é livre quando escreve.
Um escritor, não é um artista, é sim, um escravo das palavras.
Um escravo livre nas transfigurações que torna reais sempre que versa.
Escritor, não é quem domina as palavras, é aquele que por elas é dominado.
Escritor, não precisa de reconhecimento, precisa de escrever.
O escritor, vive entre a nascença e a morte com sorte, se puder escrever.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Palavra Lusa
A saudade que só eu tenho.
A saudade que só Portugal sente.
Se disser que não tenho, a minha boca mente.
Se disser a palavra lusa…
Se eu disser, a palavra usa…
Usa o poder que lhe foi dado.
Poder que estava escrito no fado.
A palavra que fez chover.
É o luso sentimento de falta
A falta lusa que me faz escrever.
Aponto todas as faltas.
Mas nem te conto o que me faltas.
Lusa saudade, tu faltas-me sem conta.
A palavra é única e conta, o sentimento.
Fadista sem Fado, ser artista vadio, o vaiado.
Saudoso dos tempos em que o manifesto tinha valor.
Sem valor, sinto o valor da palavra.
E sentado vejo a chuva de mar.
O poder da palavra numa palavra sem tradução.
É o poder retirado ao destino, sem palavras nem divagação.
Faltas em expressão única e lusa.
Faltas e a saudade é a palavra que te acusa.
A saudade que só Portugal sente.
Se disser que não tenho, a minha boca mente.
Se disser a palavra lusa…
Se eu disser, a palavra usa…
Usa o poder que lhe foi dado.
Poder que estava escrito no fado.
A palavra que fez chover.
É o luso sentimento de falta
A falta lusa que me faz escrever.
Aponto todas as faltas.
Mas nem te conto o que me faltas.
Lusa saudade, tu faltas-me sem conta.
A palavra é única e conta, o sentimento.
Fadista sem Fado, ser artista vadio, o vaiado.
Saudoso dos tempos em que o manifesto tinha valor.
Sem valor, sinto o valor da palavra.
E sentado vejo a chuva de mar.
O poder da palavra numa palavra sem tradução.
É o poder retirado ao destino, sem palavras nem divagação.
Faltas em expressão única e lusa.
Faltas e a saudade é a palavra que te acusa.
Revolução Silenciosa
O silêncio está tão tenso que se ouve no ar.
A revolução vai agora nascer.
É o sentir de um coração a pular.
Ansioso e expectante com o que vai acontecer.
A revolução rebenta muda.
Nada muda, nem tão pouco o silêncio.
Falas, mas alguém te interrompe “caluda!”
Tudo a espera da ordem que traga o progresso.
Uns gritam “Vitória” mas o silêncio está de regresso.
Revoltas-te no silêncio e gritas mudo.
Façam o que fizerem eu silencio e não mudo.
No silêncio vou (re)evoluindo.
E mesmo quando complica não paro e sigo sorrindo.
Até que estoira, e o barulho é real.
É tanto que parece um feriado nacional.
O silêncio fez a sua revolução.
(Re)evoluiu e cresceu para barulho.
Agora falas e ninguém te cala.
Essa é a verdadeira expressão de revolução.
A revolução vai agora nascer.
É o sentir de um coração a pular.
Ansioso e expectante com o que vai acontecer.
A revolução rebenta muda.
Nada muda, nem tão pouco o silêncio.
Falas, mas alguém te interrompe “caluda!”
Tudo a espera da ordem que traga o progresso.
Uns gritam “Vitória” mas o silêncio está de regresso.
Revoltas-te no silêncio e gritas mudo.
Façam o que fizerem eu silencio e não mudo.
No silêncio vou (re)evoluindo.
E mesmo quando complica não paro e sigo sorrindo.
Até que estoira, e o barulho é real.
É tanto que parece um feriado nacional.
O silêncio fez a sua revolução.
(Re)evoluiu e cresceu para barulho.
Agora falas e ninguém te cala.
Essa é a verdadeira expressão de revolução.
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